O Campeonato Brasileiro de 2014 que começa neste fim de semana tem uma particularidade em relação aos demais. Assim como aconteceu em 2013, o torneio terá uma pausa no meio de suas rodadas para que um evento Fifa seja o centro das atenções no país. No ano passado, o motivo era a Copa das Confederações e, nesta temporada, a bola para de rolar pelo Nacional por causa da maior competição de futebol do mundo.

 

A última rodada antes do início do Mundial acontece no dia 01 de junho. Depois disso, Brasileirão só no dia 17 de julho, mais de um mês depois. Por isso, o UOL Esporte levantou o que essa pausa pode significar para os 20 times que disputarão a competição com base no que aconteceu nas últimas vezes em que a tabela também precisou ser modificada.

 

Os números de 2006, 2010 e 2013 mostram que os times que mais sofreram com a pausa foram rebaixados. O topo da tabela não é tão alterado e, normalmente, se mantém com as mesmas equipes.

 

Em 2006, por exemplo, o campeão São Paulo já era o 3º lugar quando a bola parou e assumiu a liderança para nunca mais largar duas rodadas depois da pausa. O vice-campeão Internacional seguiu trajetória semelhante e, antes do Mundial, estava na 4ª colocação. O Grêmio também teve uma boa ascensão ao deixar o 9º posto e terminar em 3º, mas sua subida aconteceu quatro rodadas depois da pausa.

 

Já na zona de rebaixamento, a diferença é um pouco maior. A Ponte Preta, por exemplo, estava na 10ª colocação e despencou depois da Copa acabar. O São Caetano também não dava mostras de que iria ser rebaixado, mas um 2º turno desastroso tirou a equipe do ABC da elite.

 

A grande decepção deste torneio fica por conta do Cruzeiro, que era líder em 2006 até a bola parar, mas acabou com a 10ª colocação ao fim de todas as rodadas disputadas.

 

Quatro anos depois, em 2010, o campeão Fluminense mostrava que estaria na briga desde antes da pausa. Quando a bola parou, os cariocas ocupavam o terceiro melhor lugar. Três rodadas depois da pausa, eles assumiram a liderança e a deixaram escapar em raras ocasiões. Foram 23 datas à frente de todos.

 

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Gilmar Dal Pozzo, do Chapecoense, é o treinador que está há mais tempo no comando de uma equipe no Brasileirão Aguante Comunicação / site da Chapecoense

 

Quem subiu bastante foi o Cruzeiro. Na pausa, ele estava naquela que seria a sua pior colocação no Brasileiro inteiro, a 7ª. No fim, os mineiros foram aclamados vice-campeões daquela temporada. O líder quando a bola parou era o Corinthians, que terminou na 3ª colocação.

 

Mais uma vez, a grande diferença ficou na zona de rebaixamento. Dois times que caíram, Guarani e Goiás eram, respectivamente, 5º e 7º colocados quando a bola parou, suas melhores posições no torneio inteiro. Depois da Copa, o desempenho foi ladeira abaixo, até a Segundona.

 

Em 2013, a maior decepção foi por conta do Coritiba. Até a pausa, era o time sensação do campeonato e, no fim, precisou brigar para não ser rebaixado. Sua queda, no entanto, foi começar mesmo na 14ª rodada e o fraco desempenho não pode ser relacionado com a pausa para a disputa do Mundial.

 

Na zona de rebaixamento, o Fluminense e o Vasco tiveram grandes quedas se comparados ao momento que viviam antes da bola parar, mas o desempenho ruim também não tem relação direta com a pausa. O time das Laranjeiras, por exemplo, chegou a ficar na 8ª colocação na 25ª rodada, muito depois da Copa das Confederações, mas, mesmo assim, terminou na zona de rebaixamento.

A equipe de São Januário estava em 9º antes do torneio que terminou com o Brasil campeão e foi rebaixado por causa de um péssimo 2º turno.

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Fonte: UOL