O vexame da última terça, além de eliminar o Botafogo da Copa do Brasil ainda na primeira fase, serviu também para expôr a principal fragilidade alvinegra neste começo de temporada: a bola aérea defensiva. Os dois gols do Aparecidense saíram em cabeçadas.

Mesmo o esquema de três zagueiros, usado pela primeira vez na temporada, não foi de muita ajuda na hora de tirar bolas da área. O primeiro gol do time goiano, o do empate, saiu de um cruzamento na direita que Luiz Fernando não conseguiu abafar. Marcelo parecia estar na bola, mas Nonato, 38 anos, melhor posicionado, não teve muitas dificuldade e cabeceou com tranquilidade para vencer Jefferson. O gol da eliminação veio pela esquerda. Gilson até entrou na dividida para tentar afastar o perigo, mas Gustavo Ramos, também de cabeça, estufou as redes.

Dos outros três gols que o Botafogo sofreu na temporada, todos pelo Campeonato Carioca, apenas um não veio de uma bola aérea. Foi o segundo da Portuguesa, no empate em 2 a 2 no jogo de abertura do ano, com uma falha de Jefferson, que acabou espalmando para dentro do gol um chute fraco de Sassá. O mesmo jogador marcou o primeiro gol em mais uma falha da defesa em um cruzamento. Depois de um escanteio, dois jogadores da Portuguesa conseguiram tocar na bola dentro da área, antes da finalização certeira do atacante. Arnaldo estava no lance, mas ficou vendido.

Contra o Macaé, quando o Botafogo conquistou uma de suas duas vitórias do ano, por 2 a 1, o gol do adversário também veio pelo alto. Em cruzamento que veio da direita, o atacante Pipico, de apenas 1,74m, conseguiu levar vantagem sobre Kanu, de 1,86m, que até estava na bola, mas não conseguiu tirar tirou da área.

Fonte: Extra Online