Pelo Botafogo, pais dão nomes históricos a filhas em RR

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Quando a gandula Sonja Martinelli chorou após a derrota do Botafogo para o Vasco por 3 a 0 na Copa União de 1988, tornou-se não apenas um símbolo para a conquista do Carioca de 89 (o Glorioso não perdeu após às lagrimas e foi campeão estadual após 21 anos), ela virou referência para a Nação Alvinegra. O carisma pela garota invadiu a região Norte do país, na qual há uma jornalista que foi registrada pelo pai com o nome de Sonja Chacon.

Nesse Dia dos Pais, a jornalista de 24 anos diz que só tem a agradecer ao pai pelo nome herdado. Como prova disso, Sonja Chacon tornou-se uma torcedora fanática do Botafogo. Ela nasceu no dia 9 de julho de 1989, poucos dias após a conquista histórica.

– Quando eu era criança tinha vergonha do nome. Como é bem diferente, sofria um pouco na escola com as brincadeiras que os meninos faziam. Mas depois que passei a entender melhor o significado do nome, passei a gostar. Os torcedores mais velhos do Botafogo quando me conhecem, sempre lembram da personagem histórica.

Sonja e Jofre mostrando amor ao Botafogo (Foto: Pablo Felippe)
Sonja e Jofre mostrando amor ao Botafogo (Foto: Pablo Felippe)

O pai, Jofre Chacon, lembra como se fosse hoje o dia em que decidiu definitivamente dar o nome da gandula para a filha.

– Na possibilidade de ter uma filha, sempre soube que o nome dela seria Sonja. Quando o Botafogo foi campeão em 1989, comemorei a noite toda. Quando cheguei em casa a mãe dela estava dormindo e eu me aproximei para cantar o hino do Fogão. Após isso ela começou a chutar a barriga e defini de uma vez por todas que o nome seria este.

Não é a única gandula que marca a família Chacon
Jofre Chacon brinca ao dizer que o Botafogo é a Estrela Solitária pois ‘é melhor assim do que andar mal acompanhado’. Ele fala ainda que homenageou a filha com nome da gandula, pois jogadores costumam trocar de time e torcedor não. Ele mostra que o amor pelo Glorioso não para por aí ao pedir outro favor a filha.

– Quando a minha Sonja tiver uma filha, quero que o nome dela seja Fernanda, para homenagear Fernanda Maia, aquela que deu a bola rapidamente para o Maicosuel no Carioca de 2012, jogada que resultou no gol do Botafogo.

No lance citado pelo pai, Márcio Azevedo recebeu a bola de Maicosuel em jogada rápida que o Vasco não esperava. No final do lance, Loco Abreu marcou o gol para o Botafogo, que venceu o Cruz-Maltino por 3 a 1 e foi campeão da Taça Rio.

– Darei o nome de Fernanda Chacon para a minha filha com o maior prazer. Sou botafoguense e quero manter essa história bonita. A Fernanda Maia também teve um episódio bacana com o Botafogo e merece ser homenageada.

Túlio Maravilha também tem um espaço

Tulyana Praxedes acha que pai está feliz (Foto: arquivo pessoal)
Tulyana Praxedes acha que pai está feliz
(Foto: arquivo pessoal)

Outro nome histórico do Botafogo lembrado em Boa Vista (RR) é o de Túlio Maravilha. Também mulher, Tulyana Praxedes, 17 anos, foi homenageada com o nome de um dos mais importantes jogadores dos últimos 20 anos do Glorioso.

Tulyana sempre gostou do nome e só lamenta não ter conhecido direito o pai. Ela nasceu no dia 22 de julho de 1996, poucos meses após a conquista do Campeonato Brasileiro de 1995. O pai, Valdêmio Praxedes, morreu dois meses após ela nascer. Porém, o legado dele foi deixado.

– Sou botafoguense e nos jogos do time penso que ele poderia estar comigo. De vez em quando sinto que converso com ele durante as partidas. Acho que ele ficaria orgulhoso se soubesse que amo tanto esse time. Esse é o melhor presente que posso dar para ele, mesmo não estando comigo – afirma Tulyana.



Fonte: Globoesporte.com
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