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Persistência foi virtude do Botafogo em virada, mas ficou preocupação

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Marcelo Chamusca | Nova Iguaçu x Botafogo | Campeonato Carioca 2021
Reprodução/CariocãoTV

Ao final do jogo no estádio Elcyr Resende, em Saquarema, os jogadores do Botafogo trataram de exaltar o fato de não terem desistido de buscar a vitória em momento algum. De fato, este foi o retrato do 2 a 1 sobre o Nova Iguaçu. Quando a derrota já parecia consumada, os alvinegros acharam um empate aos 45 do segundo tempo. E, ao invés de se conformarem com o empate (que, àquela altura, já seria lucrativo), conseguiram virar o placar aos 50 minutos. Só que esta foi a única virtude da equipe de Marcelo Chamusca neste domingo. Muito pouco para um time que tenta dar uma resposta após mais um rebaixamento no Brasileiro.

Ainda que aliviado com o resultado, o torcedor ficou ainda mais preocupado ao ver a equipe em ação em Saquarema. O Botafogo não jogou bem e achou a vitória num momento em que sequer era superior ao adversário. Fosse um rival melhor tecnicamente, dificilmente conseguiria reverter o cenário.

A dificuldade em marcar gols, que acompanha os alvinegros desde o início do Campeonato Carioca, voltou a dar as caras. O time, que aposta em transições velozes, peca por um meio de campo que não consegue distribuir o jogo. A maioria das jogadas foram bolas alçadas na área. O duelo terminou com 23 cruzamentos a favor do Botafogo. Foi mais que o dobro dos feitos pelo Nova Iguaçu. E apesar de insistir muito nesta jogada, a equipe de Chamusca acertou menos que a metade: 12.

E se a defesa era o contraponto até a quarta rodada, com apenas um gol sofrido, agora já dá sinais de que não está tão ajeitada assim. Depois de ser presa fácil para o Flamengo, o Botafogo desta vez sofreu diante das investidas do Nova Iguaçu. Além de ter marcado um gol se aproveitando de uma bobeada da defesa alvinegra, a equipe da Baixada Fluminense criou outras boas chances no segundo tempo e só não ampliou porque o lateral-dreito Jonathan estava numa noite feliz defensivamente e salvou seu time.

Que a vitória sirva, ao menos, para trazer tranquilidade a Chamusca para corrigir estes problema o quanto antes. A derrota que já estava quase consumada faria o clube cair para a nona colocação e ficar numa situação muito complicada em termos de classificação para as semifinais. Com a virada, conseguiu terminar a rodada em sexto, com nove pontos, e a apenas um do Madureira, que abre o G-4 do Estadual. Na próxima quarta, em Mesquita, fará confronto direto contra o tricolor suburbano.

O jogo

A torcida não pode reclamar de tédio em relação ao jogo. Só no primeiro tempo, foram 13 finalizações, sete para o Nova Iguaçu e seis para o Botafogo. O problema é que esta movimentação não foi sinônimo de qualidade. Os dois times pecaram demais em passes e chutes a gol. Para se ter uma ideia, de todas estas conclusões, apenas duas foram na direção da meta adversária, uma para cada lado.

Fazer gols é a principal dificuldade do time de Chamusca neste início de Carioca. No começo do jogo, o time até ensaiou uma pressão sobre o Nova Iguaçu. Adiantou a marcação e dificultou a saída do rival. Mas essa postura não durou mais que dez minutos. Logo os alvinegros recuaram suas linhas e apostaram em transições rápidas pelos lados, principalmente o esquerdo com Marcinho e Felipe Ferreira mostrando boa sintonia. O problema é que os erros impediram que a equipe de criar chances reais de gol.

Para piorar a situação do Botafogo, a dificuldade em balançar a rede adversária ganhou companhia de falhas de marcação. Aos 6 da etapa final, uma delas custou caro. Vandinho entrou na área pela esquerda e teve todo espaço para chutar colocado, sem chance de defesa para Douglas Borges.

Chamusca ainda tentou dar mais objetividade ao setor ofensivo mexendo nas peças. Embora tenha desmantelado a organização da equipe, de fato o Botafogo passou a chegar com mais perigo na frente, quase sempre com bolas levantadas na área.

Foi numa dessas que o empate saiu. Já aos 45, quando o time avançava na base do desespero e deixava a defesa exposta para os contra-ataques do Nova Iguaçu (que só não ampliou porque Jonathan salvou o time por mais de uma vez), a bola sobrou para Enio dentro da área. O atacante ainda contou com a sorte de seu chute ser desviado em Vandinho antes de entrar no gol.

Os alvinegros viram que, se não dava para chegar ao gol na base da organização, o caminho era o abafa. E conseguiram aproveitar os acréscimos para virar. Aos 50, Rafael Navarro foi à linha de fundo e cruzou para Marco Antônio, livre, concluir.

Fonte: O Globo Online

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