O gol marcado por Rodrigo Pimpão logo aos 3min dos primeiro tempo no empate contra o Volta Redonda, na última quarta-feira, no Raulino de Oliveira, representou o fim de um incômodo tabu. A última vez que um atacante do Botafogo havia balançado as redes foi em 25 de outubro, quando Wallyson fez o tento da vitória sobre o Flamengo, em Manaus.

Nesses 101 dias em que os atacantes do Botafogo brigaram com as redes, muita coisa aconteceu. Jobson perdeu um pênalti decisivo contra o Friburguense. Na sequência o Alvinegro acabou rebaixado para a segunda divisão. Sob nova direção, o clube demitiu todos os atacante, com exceção de Jobson.

Dos 13 reforços contratados, quatro são atacantes: Bill, Rodrigo Pimpão, Tássio e Pimentinha. Outros dois não fizeram parte da negativa campanha no último Brasileiro e voltaram, casos de  Sassá e Henrique, que defenderam Náutico e Bahia. Os dois primeiros saíram na frente e têm sido titulares da equipe. Um deles tem agradado em cheio.

“O cara [Pimpão] saiu de um lugar [América-RN] onde ele era a estrela maior. Ele está acostumado a este protagonismo. Agora ele veio para um lugar onde ele é mais um operário. A estrela maior chama-se Jefferson. É normal que ele sinta neste início. Gostei da movimentação dele nesta quarta. Está mais solto. O Diego Jardel também já rendeu um pouco melhor hoje”, disse René Simões.

A empolgação com Pimpão se explica. Além de ter marcado o gol e quebrar um jejum de atacantes no Botafogo, ele deu também a assistência para Diego Jardel ampliar. Mais à vontade, o jogador arrancou aplausos da torcida pela entrega demonstrada em campo aliada à grande velocidade, como é de sua característica.

Com 4 pontos, o Botafogo volta a campo neste sábado, quando medirá forças com Bonsucesso na reabertura do Engenhão. Por se tratar do reencontro da torcida com o estádio, o Alvinegro espera casa cheia e uma grande festa.

Fonte: UOL