No último dia 12 de outubro, esta mesma reportagem fez um balanço dos dois meses da estreia de Zé Ricardo sob o comando do Botafogo. Os números, de lá para cá, após mais três jogos, pioraram: o aproveitamento caiu de 45% para 39%. E um fator, além do já batido a respeito da falta de criatividade, pode explicar a má fase no Campeonato Brasileiro.

Até aqui, desde a chegada de Zé, apenas um gol saiu de um jogador que tenha saído do banco de reservas. Faz tempo, foi com Aguirre, no duelo diante do Sport, pela 21ª rodada, em vitória no Nilton Santos. Ou seja, o treinador tem encontrado uma enorme dificuldade para mudar o cenário negativo ao longo da competição, cujo acúmulo de jogos sem vencer chega a cinco rodadas.

O último triunfo do Alvinegro se deu fora de casa, contra o Vitória. Depois, empatou com São Paulo, Vasco e Ceará e perdeu as duas últimas partidas, o que o deixa a apenas um ponto acima da zona do rebaixamento. Dos últimos tropeços, Aguirre, Erik e Brenner foram as principais peças ofensivas acionadas do banco, mas o time parou na já citada questão da produtividade baixa.

O período é instável, mas não é novidade para o Botafogo neste Brasileirão. O mesmo jejum – de cinco jogos sem vencer – ocorreu entre a 16ª e a 20ª rodada, quando o Glorioso foi comandado por três técnicos: Marcos Paquetá, Bruno Lazaroni e o próprio Zé Ricardo. Findou a negativa sequência no sexto jogo, o que será essencial neste momento, agora contra o Corinthians, no domingo.

– Momento difícil. Levantar a cabeça que no domingo temos um jogo importante para sairmos dessa zona – destacou Luiz Fernando, desfalque para Zé Ricardo no duelo diante do Timão, a ser realizado no Niltão, às 17h.

Fonte: Terra