Uma arma calibre 38 em posse de um integrante da Torcida Jovem do Flamengo pode render nova punição de 90 dias para a facção.

Antes da partida entre Flamengo e Botafogo, domingo, no Maracanã, um policial militar do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) deteve o torcedor que portava o revólver e registrou a ocorrência na 17ª DP (São Cristóvão).

Diante do fato, o tenente-coronel Fiorentini, comandante do Gepe, irá produzir um relatório no qual vai pedir a aplicação da medida administrativa.

Caso o Ministério Público (MP) entenda que o pleito está fundamentado, a torcida terá cinco dias para apresentar a sua defesa. Um colegiado formado por Gepe, MP e Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj) vai decidir sobre a validade e extensão da punição, que não pode passar de três meses.

O porte de arma não é o único agravante para a defesa da organizada. No domingo, integrantes da torcida não respeitaram três pontos de encontros pré-estabelecidos: parte rumou para a Pavuna, local de concentração de botafoguenses, enquanto outros foram vistos no Estácio e em São Cristóvão, locais cujos acessos não faziam parte da rota da torcida rumo ao Maracanã.

Caso o grupo seja punido, isto não significa que não vão poder mais frequentar estádios. Pelo Termo de Ajuste de Conduta (TAC), ficam vedadas as entradas de uniformes, bandeiras, faixas e instrumentos musicais.

Fonte: Extra Online