Eleito presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira mostrou carinho especial com suas promessas de campanha. As mais importantes foram cumpridas em pouco tempo de mandato: renovação de contrato com Jefferson, retirada das cadeiras vermelhas do Engenhão e transparência com a torcida. Uma, no entanto, ainda não foi possível e ele tem sido cobrado por isso nas redes sociais.

Torcedores revoltados com a última administração ainda não esqueceram Maurício Assumpção e cobram uma auditoria das contas. Carlos Eduardo sabe disso e diz que é questão de tempo, mas as cornetas já foram tiradas do armário.

Até mesmo por se tratar de uma temporada delicada, com o Botafogo na Série B do Campeonato Brasileiro, a promessa com mais urgência foi a renovação com Jefferson. A situação não se resolveu facilmente e foi preciso muito jogo de cintura e até mesmo dinheiro para assinar o contrato. Isso só ocorreu após o Alvinegro criar uma engenharia financeira para o pagamento de uma dívida de R$ 2 milhões e salários futuros.

Em seguida foi a vez do Engenhão. As cadeiras vermelhas, instaladas após acordo com Brahma não agradavam a torcida. Isso porque as cores lembravam a do rival Flamengo. Antes mesmo de ser eleito, Carlos Eduardo prometeu mudar isso e com pouco mais de um mês a promessa foi cumprida. Após as Olimpíadas, o Estádio Nilton Santos, como tem sido chamado o Engenhão pelo Botafogo, será personalizado com as cores do Alvinegro.

“Sem dúvida há uma preocupação nesse sentido. Isso faz parte do resgate da credibilidade. A ideia é realizar todas as promessas que foram feitas. Faremos ao longo. Do mandato. Sócio-proprietário voltará a frequentar os jogos sem custo com ingressos. Mantenho compromisso contra a reeleição. Reforma estatutária e voto ao sócio-torcedor estão caminhando”, comentou o presidente ao UOL Esporte.

A principal, para a maioria dos torcedores, tem sido a transparência como Carlos Eduardo adotou no seu mandato. Aberto aos botafoguenses, o presidente tem utilizado as redes socais para dar explicações à torcida, algo até então inédito no clube. E é por lá que o mandatário tem sido cobrado por uma promessa que até o momento ainda não foi cumprida: auditoria das contas de Maurício Assumpção, que presidiu o Botafogo entre 2009 e 2014.

“Isso é fruto da falta de dinheiro. Auditoria depende de uma empresa. Falta dinheiro para fazer isso. Enquanto estivermos com a tudo bloqueado, não tenho como realizar. Assim que surgirem esses recursos vamos fazer essa auditoria e punir caso possível. O clube continua estrangulado”, disse Carlos Eduardo.

Fonte: UOL