A diretoria do Botafogo jamais chegou a projetar um ano próspero, com fartura. No entanto, a notícia desta terça-feira de que o clube não está na lista de patrocinados da Caixa Econômica Federal foi um duro golpe. O clube contava com recursos da estatal para ter uma razoável condição de ampliar sua capacidade de investimento. Até agora, as ações do Botafogo no mercado de jogadores não envolveram valores elevados. A decisão da Caixa surpreendeu o clube negativamente.

Em contato com o blog, o presidente Carlos Eduardo Pereira disse que ainda não recebera a informação de forma oficial. Mostrou surpresa e preocupação. Garantiu que o clube pode cumprir os compromissos que já assumiu. No entanto, se vê impedido de ter ações mais ousadas, por exemplo, na formação do time.

– Claro que altera planos, tem um impacto. A Caixa é o grande carro chefe dos investimentos no futebol. Tudo o que fizemos até agora foi com base nos recursos de que o clube já dispunha. Mas (não ter o patrocínio da estatal) limita novos investimentos – disse, confirmando que sem a estatal ficará mais difícil trazer jogadores de patamar salarial mais alto. – Fica mais difícil, sim. Nosso exercício é seguir o garimpo (de jogadores). Agora descobriram nosso caminho pela América do Sul e os jogadores ficaram mais caros para o mercado brasileiro.

O dirigente disse que o clube vem encontrando grandes obstáculos para captar investimentos na iniciativa privada.

– Várias empresas com as quais vínhamos negociando pediram um tempo ao Botafogo diante dos números da crise econômica no país. Algumas estavam até apalavradas. É um ano difícil – lamentou.

Fonte: Blog do Carlos Eduardo Mansur - O Globo Online