A derrota por 2 a 1 para a Desportiva Ferroviária, na noite de sábado, apenas confirmou as preocupantes projeções para a temporada do Botafogo neste ano de retorno à elite do futebol brasileiro. Depois do desmonte do elenco do ano passado (17 jogadores deixaram o clube), apenas seis reforços foram contratados até agora, e a escassez de opções para Ricardo Gomes obrigará o treinador a lançar jovens nas primeiras partidas do ano.

O ataque é o caso mais crítico, e a prioridade principal da diretoria no mercado de jogadores. Contra a Desportiva, com Sassá e Neílton machucados, o setor foi formado por Luís Henrique, de 17 anos, e Ribamar, de 18. E esta deve ser a dupla ofensiva na estreia no Carioca, no próximo sábado, contra o Bangu.

— São garotos em formação. No sábado, por exemplo, temos que ganhar, já é pressão. Este peso para eles é complicado. Você pode fazer isso em times de menor expressão, mas no Botafogo é difícil — avaliou Ricardo Gomes.

A busca por um centroavante continua complicada. O chileno Gustavo Canales não foi liberado pela Universidad de Chile, que exigia pagamento de multa rescisória, algo além das possibilidades alvinegras. O radar do Botafogo continua virado para o mercado sul-americano, mas ainda não há novidades.

— O mercado está difícil para todo mundo. O Botafogo tem que usar muita criatividade, porque não tem essa força financeira. Vamos ver. Por enquanto ainda não conseguimos encontrar um centroavante. Estamos tentando — reconheceu o técnico, que lamentou a fraca produção ofensiva no primeiro tempo do jogo-treino, quando esteve em campo a formação considerada a titular. — Gostei menos da atuação do primeiro tempo. O primeiro chute a gol foi aos 25 minutos. Isso é pouco, muito pouco. Precisamos trabalhar.

O time alvinegro voltou ontem ao Rio depois da pré-temporada no Espírito Santo e deve fazer ainda mais um jogo-treino esta semana antes da estreia contra o Bangu.

Fonte: O Globo Online