O mistão que o Botafogo vai lançar a campo nesta quarta-feira contra o Capivariano, pela Copa do Brasil, marcará a estreia de dois juniores como profissionais. Um deles é o zagueiro Emerson, que já tem bastante rodagem nas divisões de base do clube e será o titular do miolo de zaga ao lado de Alisson – o outro é o lateral-direito Diego.

Maurício de Souza, técnico de Emerson na equipe sub-20, não poupou elogios ao pupilo. “Emerson é um zagueiro muito técnico, diferente pela qualidade técnica. Daria até para jogar de volante, caso seja necessário. É um zagueiro que tem muito recurso, além de ser um grande marcador”, contou ele ao portal ‘GloboEsporte’.

Os alvinegros que assistiram no sábado ao primeiro jogo da final do Carioca Sub-20 contra o Flamengo podem ter se assustado com a falha de Emerson no segundo gol rubro-negro – ele errou e deixou a bola no pé do atacante adversário. Maurício, porém, garante que o jovem de 19 anos (vai completar 20 na próxima segunda-feira) superou a situação.

“Para gente, no momento do jogo, é terrível. Mas, analisando todo o processo de formação deles, vai soar ruim isso que eu vou falar: foi ótimo por tudo que girou depois. O Emerson é um jogador promissor, talvez a torcida ainda não o conheça muito bem. Então, ele teve que se reestruturar emocionalmente depois do gol. E o Emerson vinha fazendo um jogo impecável. Por isso, volto a falar, até sendo repetitivo: para o resultado final da partida, a falha do Emerson foi muito ruim. E nós vamos corrigir, entender porquê aconteceu. Agora, para o processo de formação do Emerson, a falha foi de suma importância. Nós sabemos que é um jogador promissor, com um talento absurdo, e que não costuma acontecer isso com ele. Foi importante para ele conseguir se reestruturar na partida, conseguir se equilibrar emocionalmente, participar das ações defensivas e ofensivas e continuar jogando como estava antes da falha”, analisou o treinador.

Emerson já superou no ano passado um problema no coração que o deixou afastado dos gramados por cinco meses. Antes, havia participado da campanha do título estadual de juniores. “No início foi um baque porque, na verdade, receber uma notícia que você tem um problema que pode fazer você parar de jogar é sempre complicado. Depois, vimos que era uma coisa simples. E Emerson não teve receio nenhum de voltar. Foram dois tempos: o susto e depois a liberação. A superação sempre foi uma marca dele. Primeiro, porque o Emerson mora bem longe de onde treinamos, por isso tem que acorda bem cedo para treinar. Além disso, ele é um atleta pontual que não falta, capitão da equipe. Tenho certeza que ele vem mostrando que esses problemas não vão o abalar”, concluiu Maurício.

Fonte: FutNet