E assim, de repente, Renan viu-se heroi. Não só pelas defesas nos chutes tricolores. Mas por converter a 11ª cobrança do Botafogo e anotar o nono gol, sacramentando a classificação sobre o Fluminense. Um heroi até certo ponto improvável.

Antes de mais nada por substituir Jefferson, goleiro titular da seleção brasileira, maior ídolo atual do clube e que foi submetido a uma artroscopia. Em quem, aliás, Renan confessou se inspirar para fazer defesas. Mesmo não tendo pedido conselhos específicos.

“Não, sinceramente, não (recebeu conselhos). Mas a gente olhando um pouco do Jefferson procura pegar um pouco. Ele pega muito pênalti. Fui feliz hoje”, disse Renan.

O goleiro do Botafogo pegou-se fadado ao heroísmo de surpresa. Após todos os jogadores de linha terem cobrados as penalidades, coube aos goleiros decidir a vaga. Cavalieri caminhou e isolou a pelota. Renan, então, deixou o gol e caminhou rumo à bola. Com frieza impressionante, bateu com tranquilidade, rasteiro, no canto direito de Cavalieri, que caiu para o outro lado. O primeiro pênalti cobrado por Renan em um jogo oficial em toda sua carreira.

“Primeira vez que eu tenho de bater mesmo. Fui lá, bati e Deus abençoou”, disse Renan.

O goleiro, aliás, confessou que não treinara uma cobrança de pênaltis na preparação para o clássico. Ao fim do jogo, Renan deixou o campo tendo o nome gritado pela torcida e jogou a camisa para os fãs. Noite inesquecível de um heroi improvável.

Fonte: ESPN.com.br