Considerado uma grande promessa do Botafogo, Luis Henrique já tinha despertado a cobiça do futebol europeu antes mesmo de se profissionalizar.

Nascido em João Pessoa-PB, mas criado em Solânea, ele começou no futebol em uma escolinha tendo o próprio pai como treinador.

Aos 12 anos, o garoto foi aprovado no Fluminense, mas não ficou em Xerém porque não tinha idade para morar no alojamento da base.

Depois de voltar para casa, ele foi reprovado em testes no Sport e no ABC-RN antes de ir para o Três Passos, do Rio Grande do Sul.

“Quando soube que ia sair de casa foi complicado por causa das saudades da família. Mas depois foi tranquilo e fui me acostumando”, disse Luis Henrique, ao ESPN.com.br.

Em dois anos atuando pela equipe gaúcha, Luis teve a chance de conhecer a Europa. Em 2018, ele fez uma excursão que quase mudou sua vida.

“Nós enfrentamos o Bayern de Munique e vencemos por 2 a 0. Eu fui bem e me chamaram para treinar por duas semanas com o time de base deles. Foi muito bacana poder ver como é a estrutura e a organização de um clube top da Europa”, contou.

Luis diz que o clube bávaro queria sua permanência, mas ele não pode permanecer por ser menor de idade.

Ao retornar no Brasil, ele chegou a passar um período na base do Internacional antes de ser contratado pelo Botafogo, em 2018.

Ano passado, ele foi efetivado pelo técnico Alberto Valentim no Brasileiro. Mesmo com a chegada de Paulo Autuori, ele se manteve nos profissionais. Neste ano, ele marcou um gol e deu duas assistências.

“Foi uma emoção muito grande. Sou muito grato ao Botafogo e o Alberto. Esse ano tem sido de muito aprendizado para mim. Recebo muitos conselhos da galera e estou bem feliz. O professor Paulo me passa muita confiança e me ensina coisas novas”.

Luis espera também aprender com Honda, principal reforço do clube na temporada.

“Ele tem muita qualidade nos passes, dá pra ver que é um jogador diferente. É um cara muito educado, já aprendeu várias palavras em português como ‘bom dia’ e ‘boa tarde’ e outras mais específicas do futebol”, explicou.

O garoto tem como objetivos jogar pela seleção brasileira e ir para Europa. Com isso, espera melhorar a situação da família.

“Quero poder dar uma casa para os meus pais. Ainda estou em processo, mas se de Deus quiser logo vou conseguir”, afirmou.

Luis não é o único jogador da família. O irmão, Pedro Augusto, de 16 anos, também atua na base do Botafogo e era seu colega de quarto no alojamento.

“Ele é um meia-atacante muito bom de bola. O nosso sonho é jogarmos juntos no profissional. Imagina a alegria da nossa família?”, projetou.

Fonte: ESPN Brasil