Revelação botafoguense, o atacante Alex pode ser pouco conhecido no cenário nacional, mas o torcedor do Botafogo que tenha a memória um pouco mais afiada vai se lembrar do jovem que surgiu durante o Campeonato Brasileiro de 2011, na equipe comandada por Caio Júnior, fazendo gols, ganhando espaço nos profissionais e formando dupla com Caio, o Talismã.

Alex, de 26 anos, mostra agora seu futebol no Campeonato Sueco, onde defende a camisa do Hammarby desde janeiro e tem a companhia do brasileiro Rômulo, revelado no Friburguense. Com passagens no Joinville, mundo árabe e Tailândia, Alex guarda com carinho dois grandes momentos da, até então, curta carreira: a boa fase no Botafogo e a estreia dos sonhos na Suécia.

“As duas situações foram muito marcantes, mas vou escolher a minha estreia aqui, porque já era uma responsabilidade maior. Essa minha fase no Botafogo, eu era sempre tratado como promessa, então a pressão era bem menor, já aqui era uma responsabilidade bem maior por ser um jogador já rodado”.

Antes de chegar na Suécia, Alex trilhava a carreira na Tailândia, países bem diferentes se tratando de temperatura. Esse foi o maior baque sentido pelo atacante.

“Foi melhor do que eu esperava, achei que ia sofrer mais com o frio, quando cheguei em janeiro peguei -18 graus, nunca tinha jogado em lugar frio nem visto neve, sempre joguei em países quentes como Emirados e Tailândia”.

Confira todos os trechos do bate-papo com Alex:

Recepção da torcida sueca

“Foi uma recepção bem positiva, na minha estreia eu comecei no banco, e quando fui chamado e entrei em campo eles me aplaudiram de uma forma muito impactante, como se estivesse me dando forças mesmo. Acabou sendo a estreia dos sonhos com gol. Os torcedores tem um carinho grande por brasileiros, sentem  muito respeito e admiração. A Suécia tem história com o futebol brasileiro por causa  da Copa de 58 que o Brasil ter ganhou aqui”.

Diferente da Suécia, a Tailândia mostrou um pouco mais de dificuldade para se adaptar

“Na Tailândia foi mais difícil, a alimentação é bem diferente, eu e minha família não nos acostumamos com as comidas típicas de lá, o jeito era tentar comprar o máximo de produto no mercado que se aproximava no Brasil, mas não tinha muitas opções. Então tínhamos que comer em restaurantes, mas aí tinha que dá uma revezada porque todos os dias na rua o bolso não aguenta (risos). Mas aqui na Suécia foi bem mais tranquilo, não tivemos problema com alimentação não, só o custo que é muito mais elevado em relação a Tailândia”.

Alex ídolo do Hammarby

“Cara, eu estou tendo um reconhecimento muito grande como eu nunca tinha sentido na minha carreira, mas falta enraizar mais isso com título e algumas temporadas”.

Estrutura do clube

“Eu cheguei dia 3 de janeiro, a estrutura é boa, não é top, mas temos um CT bem organizado e um estádio fantástico com capacidade para 33.000 pessoas. Temos a melhor média de público da liga com 23.000 pessoas por jogo, o nosso campo é sintético, assim como a maioria dos clubes daqui. O time é de uma torcida enorme, somos considerados grandes por isso, porque título mesmo o clube só tem 1 na história”.

Futuro

“Meu contrato acaba agora, eu tenho uma proposta de renovação por mais 2 anos em mãos, mas tem possibilidade de conseguir um contrato melhor, estou vendo isso com meu agente, mas semana que vem acredito que vamos ter essa definição. Já recebi uma proposta de um clube da Dinamarca, recebi sondagem de clubes daqui da Suécia também, mas tenho a possibilidade de ir para o mercado asiático. É questão de ver o que vale mais, o lado financeiro ou qualidade de vida da Europa e a vitrine para grandes clubes da Europa também”.

Parceiros de ataque: Caio Canedo ou Rômulo

“São características diferentes, todas as duas foram excelentes e deram resultado positivo, o Rômulo é mais técnico e o Caio é aquele jogador de mais velocidade, vou ficar em cima do muro, depende do momento do jogo”.

Saudades da torcida brasileira

“Sem dúvida, mas a torcida do Hammarby lembra bastante o jeito de torcer dos brasileiros, eles apoiam o jogo inteiro, tem a questão de torcida organizada aqui também, eles fazem uma festa incrível. São muito fanáticos. Nesse aspecto até que não tenho tanta saudade assim”.

Fonte: Esporte Interativo