Anderson Barros esteve presente na última quarta-feira no sorteio da Copa Libertadores de 2018, mas a missão diplomática no Paraguai pode ter sido um de seus últimos atos como dirigente do Vasco. Com uma proposta em mãos do Botafogo, clube em que trabalhou entre 2009 e 2012, o gerente de futebol está balançado, ainda mais em função da indefinição política cruzmaltina.

Atualmente, o Vasco atravessa um imbróglio político onde ainda não se sabe quem será o próximo presidente. Tal situação acaba influenciando na escolha de Barros. Pelo lado do atual mandatário, Eurico Miranda, Anderson segue prestigiado e fica. Já entre os pares de Julio Brant, candidato que pode assumir o cargo mais alto de São Januário, sua continuidade não é garantida.

A princípio, uma grande reformulação no departamento de futebol acontecerá com Brant e Barros não permanece. O quadro só poderá mudar caso haja um grande apelo e um feedback positivo por parte do elenco. Na sede da Conmebol, Anderson comentou sobre o assunto e falou em “fim de um ciclo”.

“Eu sempre disse que vi os comentários, os rumores, a intenção. É sempre uma alegria muito grande quando tem um clube que você trabalhou e tem a oportunidade de retornar, porque é um reconhecimento de um trabalho. Isso, para mim, é extremamente gratificante. Estou terminando um ciclo no Vasco, independentemente de qualquer coisa, com esse sorteio, o planejamento para 2018. Depois disso vamos sentar para tomar a melhor decisão”, disse ao Sportv.

Anderson Barros tem traçado o planejamento do Vasco para a próxima temporada em conjunto com o vice de futebol, Eurico Brandão, o Euriquinho, filho de Eurico Miranda. Até o momento, eles contrataram o atacante Rildo (Coritiba) e o volante argentino Leandro Desábato (Vélez Sarsfield-ARG), renovaram com o atacante Kelvin e deixaram bem encaminhadas as permanências do zagueiro Breno e do volante Wellington.

O Botafogo quer Anderson Barros para a vaga de Antônio Lopes. O Alvinegro aguarda uma resposta do dirigente até o fim desta semana. Além de Vasco e Botafogo, o dirigente trabalhou em Flamengo, Vitória e Figueirense.

Fonte: UOL