Diego Souza carrega um currículo pesado nas costas. Segundo maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro por pontos corridos, com 108 gols, passagem por dez clubes do “G12” do país e sete jogos pela Seleção Brasileira. O Corinthians, adversário do atacante neste domingo, em partida válida pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, contudo, pode ser considerado como uma pedra no sapato para o atacante do Botafogo.

Em toda a carreira, Diego Souza jogou contra o Corinthians 28 vezes, mas marcou apenas um gol – foi em 2009, em uma partida do Campeonato Paulista, quando atuava pelo Palmeiras. Desde então, o atleta reencontrou o Timão em mais 22 oportunidades por seis equipes diferentes, mas passou em branco em todas. O retrospecto também é negativo: o jogador soma oito vitórias, seis empates e 14 derrotas contra a equipe paulista.

A história pode mudar em 2019. Diego Souza foi testado e será titular do time de Alberto Valentim na partida no Nilton Santos. O atacante, que não iniciava um duelo há quatro rodadas, voltará a entrar em campo desde o apito inicial logo contra o seu maior carrasco. O momento é delicado: o Botafogo briga contra a zona de rebaixamento e só a vitória interessa.

– Mais uma vez vou falar: Diego é muito importante, assim como todos os outros jogadores. Sozinho, ele não vai nos dar a permanência na Série A. E o Botafogo vai precisar muito dele nesses jogos finais. A gente conta com o Diego cada dia melhor – afirmou Alberto Valentim, em entrevista coletiva.

Foi justamente contra o Corinthians que Diego Souza passou por dois dos episódios mais negativos da carreira. Em 2011, quando defendia o Vasco, nas quartas da Libertadores, parou em Cássio em uma jogada que arrancou do meio ao ataque sem marcação. No ano passado, o atacante, jogando pelo São Paulo, parou no goleiro novamente – desta vez, na disputa de pênaltis na semifinal do Campeonato Paulista.

Diego Souza é o artilheiro do Botafogo no Campeonato Brasileiro, com 6 gols. Uma possível vitória do Alvinegro sobre o Corinthians – e o consequente alívio na classificação – passarão muito pelos pés do jogador e, acima de tudo, pela superação desta antiga “pedra no sapato”.

Fonte: Terra