Atuante nas duas extremidades do campo, a ausência de João Paulo será um duro golpe para o Botafogo. Revelado como meia ofensivo nas categorias de base do Internacional, ele foi se adequando a atuar em posições mais defensivas e vinha jogando como volante.

Para o jogo de amanhã, contra o Vasco, pela semifinal da Taça Rio, Alberto Valentim não tem opções óbvias para substituir seu capitão. Matheus Fernandes, voltante com boa qualidade técnica, poderia ser o nome, mas dificilmente terá condição de jogo. Ainda se recupera de dores no dedão do pé direito. Dudu Cearense, outro volante, fez uma operação de apendicite e ainda fica fora mais algumas semanas.

A escolha simples e mais provável é Marcelo, que substituiu João Paulo no domingo. Com tem uma vertente mais defensiva, a entrada do jogador faria Rodrigo Lindoso ter um pouco mais de liberdade.

O lateral-esquerdo Gilson, que não atua desde que perdeu sua vaga para Moisés, é uma alternativa mais ofensiva. Se entrasse no time, ele seria improvisado de volante, como aconteceu algumas vezes no ano passado, sob o comando de Jair Ventura.

Outra opções dentro do elenco do Botafogo tem menos força. Gustavo Bochecha, cria da base alvinegra, possui características parecidas com João Paulo, mas não teve oportunidades este ano. Sob o comando de Valentim, sequer foi relacionado. Sua escalação amanhã seria uma surpresa. A longo prazo, porém, é o volante deve ganhar mais espaço.

Se estiver disposto a mudar o esquema tático, Alberto Valentim poderia propor um esquema de três zagueiros, com a volta de Carli, liberando mais ainda seu laterais, que vem sendo pontos fortes do Botafogo. Mas esta mudança também é improvável, pelo menos para o duelo com o Vasco, no Estádio Nilton Santos. Além de ter poucos dias para treinar um novo esquema, a formação com três defensores foi utilizada pela última vez na eliminação na Copa do Brasil, contra a Aparecidense.

Fonte: Extra Online