Recorrer segunda na Fifa e apelar na Corte Arbitral: a tática dos advogados de Jobson

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Notificado na manhã desta sexta-feira, o advogado de Jobson, Marcos Motta, não foi pego de surpresa pela decisão da Fifa de suspender o atacante por quatro anos por ter se recusado a fazer o exame antidoping na Arábia Saudita. A defesa já começou a tomar as medidas legais e entrará com um recurso segunda-feira no Comitê de Apelação da entidade. Para tentar conseguir a liberação de Jobson para o segundo jogo da final do Carioca, contra o Vasco, Motta alegará que pode haver danos irreversíveis ao atleta em caso de demora na decisão.

“Cabe apelação e vamos entrar com o recurso na segunda. Se não conseguirmos, ainda podemos apelar na Corte Arbitral do Esporte (CAS-TAS)”, afirmou o advogado, que não descartou tentar um efeito suspensivo para liberar Jobson a tempo da final: “Podemos tentar, mas não dá para prometer.”

Apesar das medidas que serão tomadas, Jobson não tem garantia de que irá poder jogar a segunda partida da final. Segundo Motta, a Fifa não tem um prazo para julgar o recurso.

Mesmo que consiga mudar a decisão na Corte de Apelação da Fifa, a situação de Jobson não estará resolvida. Assim como a defesa, o Comitê Antidoping da Arábia Saudita pode recorrer na Corte Arbitral do Esporte. Como a pena não pode ser alterada, a decisão se dará pela punição em âmbito mundial ou apenas no país árabe.

ENTENDA O CASO

Há um ano, Jobson foi suspenso por quatro anos pelo Comitê Antidoping da Arábia Saudita por ter se recusado a fazer um exame antidoping quando jogava pelo Al-Ittihad, entre 2013 e 2014. Na época, ficou a discussão se a punição valeria para todo o mundo ou apenas no país. A defesa do atacante conseguiu a liberação para que ele voltasse a jogar no Brasil, pelo Botafogo, em outubro.

Na nota publica em março, pelo Comitê, o jogador foi acusado de ter se omitido de realizar o antidoping. Jobson ainda teria faltado a duas audiências sobre o caso. A defesa de Jobson, desde o início, alega que o jogador nunca deixou de fazer exames e que a acusação seria uma represália por ele ter entrado na Fifa contra o Al-Ittihad para receber salários e outros pagamentos devidos.



Fonte: O Dia Online
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