Três jogadores têm seus nomes ligados às principais especulações do Botafogo mirando a temporada de 2015. São eles o goleiro Jefferson, além dos atacantes Loco Abreu e Jobson. A situação do camisa 1 parece ser a mais importante para a diretoria alvinegra e, em entrevista exclusiva para a Super Rádio TUPI, o técnico René Simões revelou uma conversa empolgante com o atleta.

“Antes de ligar para o Jefferson conversei com o Oswaldo de Oliveira e perguntei sobre o atleta, se valia a pena brigar por ele. Eu ouvi maravilhas. Liguei para o Jefferson, falei que ele era um jogador que eu gostaria de contar e que, pelo que o Oswaldo me falou, fiquei ainda mais entusiasmado para trabalhar com você. Ele me disse que a cabeça dele está dentro do Botafogo. Vai ser muito legal essa história do Jefferson no clube. Você imagina, um goleiro titular da Seleção Brasileira defendendo um clube da Série B será uma bandeira muito legal a ser levantada.”, explicou.

Já o atacante Loco Abreu, ídolo recente do Botafogo, permanece com um ponto de interrogação nas possibilidades de voltar a vestir a camisa do clube. René Simões garante que respeita a história do uruguaio com o clube, mas adotou um discurso negativo para tratar do retorno do jogador para General Severiano.

“Temos que respeitar os ídolos Jairzinho, Carlos Alberto, Paulo Cesar Caju, Zagalo, Nilton Santos, que tive o prazer de ver jogar, têm que ser respeitados. Mas todos eles chegaram a um determinado momento que se tornaram ídolos e não conseguem mais ser produtivos dentro de campo. Tenho o maior respeito por ele (Loco Abreu). Aquele gol de cavadinha que ele fez, não foi um abuso, foi algo estudado. Não me lembro quem era o preparador de goleiros do Botafogo, mas alguém recebeu de um torcedor o numero de pênaltis que o Bruno havia defendido e todos estes foram cobrados nos cantos. Então passaram para o treinador e houve uma conversa. Aquilo foi sensacional. Só quem tem uma personalidade muito forte faz aquilo. Então a admiração tem que ser mantida, ele tem que ser respeitado. É um ídolo, não se pode dizer simplesmente que não se quer os ídolos. Mas todos eles têm seu tempo.”, comentou.

Se no que diz respeito a Loco Abreu o treinador não foi totalmente enfático para dizer que seu retorno não é uma prioridade e que talvez sequer aconteça, sobre Jóbson, René Simões não ficou em cima do muro. Perguntado sobre a situação do atacante, o comandante alvinegro deixou claro que o atleta não faz parte de seus planos.

“O Botafogo não é clínica de recuperação, tem pressa e não pode ficar com dedos e carinhos. O jogador que entrar lá tem que ter consciência de quem já vestiu aquela camisa, ter noção de que o torcedor paga ingresso e pega trem cheio, além de chegar tarde em casa. Amigo, se quer… quer. Se não quer, muito obrigado. Deixe o Botafogo porque temos pressa. Tentei fazer de tudo, todos os carinhos, no Bahia, sem sucesso. Todos tentaram e não deu certo. Agora é o seguinte: venha e jogue. Cumpra seus compromissos e seja profissional. O trem do Botafogo vai partir. Quem entrar vai, que não entrar, fica na estação.”, alfinetou.

René Simões, juntamente ao restante da comissão técnica alvinegra, se reapresenta no próximo dia 5 de janeiro para a pré temporada do Glorioso, que será realizada no CEFAT, em Várzea das Moças. Já os jogadores retornam aos treinos no dia 8.

Fonte: Site da Rádio Tupi