O Botafogo está prestes a anunciar João Pedro como o décimo reforço em 2018. O meia-atacante, inclusive, já treinou com os novos companheiros na última terça-feira, dia em que o elenco alvinegro se reapresentou após folgas.

Aos 21 anos, João Pedro ainda é pouco conhecido no cenário nacional, sobretudo por nunca ter mantido uma boa sequência no futebol paranaense, de onde saiu. Emprestado pelo Atlético-PR até o fim do ano, o meia-atacante também defendeu o Paraná, clube no qual fez parceria com Renatinho, hoje titular no meio-campo de Alberto Valentim.

Por falar em Valentim, como será que o treinador utilizará o jovem, que atua nos profissionais há três temporadas? Para cristalizar o conhecimento do torcedor, principalmente, o LANCE! ouviu Monique Vilela, setorista do Furacão pela Rádio Banda B, de Curitiba. Para ela, a versatilidade é um trunfo de João.

– O João Pedro é um jogador versátil. Tanto no Atlético-PR quanto no Paraná já atuou em mais de uma função. Trabalha bem como meia armador, aquele meia clássico. Mas o forte dele é atuar pelos lados. Como ponta, joga tanto pela direita quanto pela esquerda. Canhoto, também consegue desenvolver o lado destro quando necessário – analisou Monique.

Além de frisar a força do veloz e canhoto garoto, a repórter paranaense também deu a sua versão acerca do não aproveitamento de João Pedro no time de Fernando Diniz. Cabe destacar que o meia-atacante, este ano, só atuou no time B do Furacão, que conquistou o Estadual, sob o comando de Tiago Nunes, e marcou 16 jogos e quatro gols – totalizando 1134 minutos.

– A utilização dele pelo técnico Fernando Diniz inexistiu em razão de uma análise e escolha feitas pelo técnico. Na visão dele, João Pedro seria aproveitado no elenco como um volante, e não como meia e/ou atacante pelos lados. Como o grupo que Diniz tem à disposição possui varias opções pra este posição, o treinador optou por não contar com ele (lembrando que no esquema tático adotado pelo Diniz os seus dois volantes saem muito pro jogo, e ele prioriza a escalação de atletas com bom passe e saída de bola ofensiva – até por isso imaginava o João Pedro nessa função).

Por fim, Monique teceu com mais detalhes sobre o período em que João Pedro esteve cedido ao rival Paraná, por onde se destacou e, de acordo com a jornalista, foi peça essencial para o acesso do Tricolor à Série A, em 2017.

– Em 2017 o João Pedro teve o mesmo trajeto que em 2018 no Atlético – jogou o Estadual com uma equipe alternativa, e ao final da competição passou pela avaliação do técnico do time principal para saber seu futuro. Ano passado, na ocasião, Eduardo Baptista era o técnico do time principal, e descartou a presença de João Pedro no grupo de profissionais. O jogador foi emprestado ao Paraná para ganhar experiência. Com qualidade técnica muito acima do elenco paranista, tornou-se titular com facilidade e foi uma das peças-chave no acesso do Tricolor para a Série A. Na maior parte dos jogos, atuou como ponta direita nas escalações. Junto com Renatinho era o maior criador das jogadas de ataque do time – finalizou.

A CONCORRÊNCIA 

Se for utilizado como foi no Paraná, pela ponta direita, acirrará concorrência com Luiz Fernando e Leandro Carvalho, ambos que não estão em boas condições físicas e recuperam-se de lesões. Hoje, quem atua no setor é Rodrigo Pimpão, que tem os jovens Ezequiel, primeiro titular de Alberto Valentim por ali, e Pachu como sombra. Por dentro, como articulador, Valencia (atualmente na ponta esquerda), Marcos Vinícius e Leandrinho são os da origem, além do amigo Renatinho. Quem agradece é Valentim pelas diversas opções.

MAIS UM PRA CONTA 

Também já emprestado ao Guaratinguetá, João é o décimo reforço do Bota em 2018. Antes dele, o campeão carioca já havia anunciado Renatinho, Kieza, Yago, Moisés, Marcelo, Luiz Fernando, Leandro Carvalho, Jean e Rodrigo Aguirre.

Dos citados, apenas o zagueiros Yago, o volante Jean e o atacante Aguirre não entraram em campo com a camisa do Glorioso. O uruguaio, aliás, sequer foi relacionado, pois ainda não está 100% apto na parte física.