O São Paulo apresentou na tarde desta terça-feira o novo treinador. Após seis anos, Ricardo Gomes voltou ao time do Morumbi de forma tranquila, sem traçar metas em curto prazo. Em sua primeira entrevista coletiva no CT da Barra Funda, o técnico, que destacou a todo o momento o carinho pelo clube, demonstrou cautela ao comentar o momento do time e pediu tempo antes de comentar os objetivos para o restante da temporada.

“Eu agradeço a essa casa, este clube que eu aprendi a gostar, antes de chegar ao São Paulo em 2009. Falei isso para os jogadores que aprendi a gostar do São Paulo ainda nos tempos de seleção, pelos amigos, pelas conversas. Este retorno depois do meu acidente, uma história que vocês conhecem bem, eu estou muito feliz e querendo fazer melhor ainda do que em 2009 e 2010”, disse.

“A vida do treinador tem desafio constante, independentemente do posicionamento do clube. Quando você chega ao São Paulo, é diferente. Agora eu tenho na minha cabeça fazer melhor do que em 2009 e 2010. Esta era a minha oportunidade e não ia deixar passar”, analisou.

Ricardo assume o São Paulo em uma situação diferente de 2009. Naquela época, o treinador chegou ao clube no início do Campeonato Brasileiro, logo após a queda tricolor na Libertadores. Agora, o time oscila no segundo semestre e encontra dificuldades para demonstrar resultados. Ciente dos problemas, o novo comandante, que assinou contrato por tempo indeterminado, pediu um mês para cravar se a briga será pela classificação para a Libertadores ou pelo título do Campeonato Brasileiro.

“Você não pode mudar todo o método do Bauza e do Jardine. Você precisa corresponder até encontrar a ideia que vai trazer uma sequência de vitórias. Não vai ser do dia para a noite. Me dá um mês para responder se vamos brigar pelo título. Promessa agora eu não vou fazer. Em um mês eu respondo se vai ser por Libertadores ou título. O São Paulo não pode ser diferente disso, mas não posso responder hoje”, comentou.

Ricardo estava no Botafogo até o início da última semana, quando aceitou o convite para retornar ao Morumbi. O técnico afirma que não teve problemas para se desligar do clube carioca e que tudo foi resolvido de forma simples.

“Você tem um ano e um mês no Botafogo que foi muito importante na recuperação e depois teve outra proposta no início do Brasileiro, mas achei que não era o caso. Quando veio a do São Paulo, veio à memória a recordação do clube que eu comecei a gostar na época da seleção. Conversei com o presidente do Botafogo, uma conversa franca, e achei que era a hora de sair. Foi simples, uma conversa e um almoço para resolver”, revelou.

Durante a entrevista coletiva, o técnico do São Paulo também comentou sobre a recuperação após ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) em 2011.

“A saúde é mais importante. Tenho algumas sequelas. O lado direito eu consegui recuperar grande parte. Tem que estar sempre trabalhando, estimulando, este é o meu ponto. Qualquer pressão que vocês coloquem, eu não vou ter contraindicações. Sou grato ao Botafogo. Teve a chance do Cruzeiro, mas achei que não era importante para mim. Foi uma escolha pessoal”, afirmou.

Fonte: ESPN.com.br