O empate no clássico contra o Fluminense teve um sabor amargo ao Botafogo. Afinal de contas, a equipe vencia o rival por 1 a 0 até aos 47 minutos do segundo tempo, quando sofreu o castigo: depois de cobrança de escanteio de Gustavo Scarpa, Gum subiu mais do que todo mundo para cabecear firme, à direita de Jefferson, e marcar o gol tricolor. O resultado colocou em xeque algumas opções no mínimo controversas do técnico Ricardo Gomes. Além de uma preferência conservadora por segurar o placar mínimo, o comandante terminou a partida sem fazer nenhuma substituição. Após o jogo, RC se defendeu.

“Era um jogo controlado, não tinha porque mexer. Eu nem mexeria com o Bruno (Silva), ele conseguiria jogar até o final. Mas aí deu um segundo carrinho, já tinha amarelo… Mas fora isso não tem porque mexer, a não ser que você tenha opção que vai desequilibrar, não era essa possibilidade.”, disse.

O técnico também justificou a ausência de Gervásio Nuñez do banco de reservas citando o excesso de opções ao ataque e pela prioridade que deu a ter mais jogadores de outras posições como suplentes. Ademais, reconheceu que o gol sofrido nos acréscimos é a prova de que a equipe ainda tem defeitos a serem corrigidos.

“Tem que ver com a federação, são só 18. Tinha o Neilton, Luís Henrique e Lizio… Colocar o quarto, como explico para o presidente que está faltando um lateral ou zagueiro?”

“Último lance, defesa demorou a organizar, e ele bateu muito rápido. Isso foi marcante. Trabalhando inicialmente Gum conheço bem, ponto forte jogo aéreo. Trabalho todos os sábados da mesma maneira, bola aérea, bola parada, jogadas ensaiadas. Numero de gols que levamos, 4 não temos a fórmula do sucesso. trabalhar muito para diminuir a margem de erro”, concluiu.

O Botafogo volta a campo no próximo final de semana. No domingo, às 18h30, nos Los Lários, em Xerém, o Alvinegro enfrenta o Madureira.

Fonte: Super Rádio Tupi