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Rival: Técnico do Nacional-URU conquistou o mundo e revelou Suárez e Griezmann

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Por FogãoNET

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Era 1988 quando Martín Lasarte, ainda jogador, foi campeão da Libertadores e da Copa Intercontinental com a camisa do Nacional, clube pelo qual somou apenas 33 partidas, apesar de ter gravado seu nome com destaque na história do clube.

Depois de conquistar o mundo, ele começaria a rodar por ele. Logo na sequência da passagem gloriosa pelo time de Montevidéu, justamente sua cidade natal, Lasarte passaria entre 1989 e 1992 pelo Deportivo La Coruña, antes de retornar ao Uruguai, onde acabaria sua trajetória como jogador.

Como treinador, ele, de fato, se aventuraria no mundo. Entre passagens por times uruguaios, comandaria também o Al Wasl, dos Emirados Árabes, e o Millonarios, da Colômbia. Entre esses dois trabalhos, houve o título da segunda divisão uruguaia com o River Plate; na sequência, voltou ao Nacional, pelo qual conseguiria não só dois títulos da elite, em 2005 e 2006.

Além das taças, Lasarte foi o responsável por dar revelar Luis Suárez no time principal do Nacional. O atacante, com seus 18 anos já era um “touro”, como disse o treinador em entrevista ao ESPN.com.br. No meio de 2006, o atacante partiria para o Groningen e partiria também para estabelecer a maior carreira de um jogador uruguaio nas últimas décadas.

Meses depois, seria o técnico que sairia. Foi para a Colômbia, retornou ao Uruguai e partiu em 2009 para a Espanha, onde comandaria a Real Sociedad, que estava na segunda divisão.

Logo na primeira campanha, Lasarte devolveu o time à elite, com dois titulares que virariam um dos maiores nomes do futebol mundial anos mais tarde: o goleiro Claudio Bravo e o atacante Antoine Griezmann. O atacante, por sinal, foi formado na base do clube basco e ganhou suas primeiras chances na equipe profissional justamente com o técnico uruguaio.

Na temporada seguinte, a Real Sociedad terminou na 15ª colocação, e Lasarte encerraria sua segunda passagem pelo futebol espanhol, a primeira como técnico. Depois, iria ao Chile comandar a Universidad Católica e a Universidad do Chile, com a qual foi campeão nacional. Por fim, retornou ao Nacional no meio de 2016, mesmo ano em que ganharia o campeonato nacional com a equipe pela terceira vez.

Hoje aos 56 anos e com um currículo recheado de experiências e títulos, Martín Lasarte tenta repetir a história de 29 anos atrás, quando participou da conquista da Libertadores. Para continuar com tal sonho, terá uma missão complicada. Nesta quinta-feira, às 19h15 (de Brasília), o time de Montevidéu precisa reverter no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, a desvantagem de 1 a 0 para o Botafogo, para se classificar às quartas de final do torneio.

Confira a entrevista com Martín Lasarte:

ESPN.com.br: Você tem uma história no Nacional que começou há quase 30 anos. O que pensa que mudou em você pessoal e profissionalmente nestas três décadas?
ML: Martín Lasarte: Sim, teve uma mudança grande, seria ruim se não fosse assim.O clube cresceu. Tenta organizar-se e projetar-se mais no futuro. Estádio quase novo, muito trabalho na base, nova infraestrutura no complexo esportivo. Eu também, jogar e dirigir no exterior, em geral, equipes com pressão, com obrigações. Acho que isso é bom

ESPN.com.br: Você teve um papel importante na história da Real Sociedad em reconduzir o time à primeira divisão. Pensa em retornar à Europa? Tem contrato até quando com o Nacional?
ML: Voltar à Europa ou não, é mais uma questão de algo que me entusiasme, que me mobilize. Tenho contrato com o Nacional até dezembro deste ano. 

ESPN.com.br: Você jogou em diferentes países e times em mais de 35 anos de carreira no futebol. O que mais te surpreendeu, tanto no futebol quando na vida pessoal?
ML: A cultura árabe, eu trabalhei em Dubai. Se bem que me adaptei, eram muitas questões diferentes, culturais, religiosas. Todas enriquecedoras.

ESPN.com.br: Quem você considera o melhor jogador que treinou?
ML: Seguramente os que estão hoje no pódio ou próximo dele: Luis Suárez, Claudio Bravo, Antoine Griezmann, Diego Godín e Xabi Prieto.

ESPN.com.br: Como era o convívio com Luis Suárez? O que se lembra do período que trabalhou com ele?
ML: Era um garoto com muito apetite por triunfar, mas fazendo coisas para conseguir isso. Tinha claros os seus objetivos e como alcançá-los.

ESPN.com.br: Se lembra do dia que ele estreou? Há alguma episódio que seja inesquecível com ele?
ML: Me lembro perfeitamente do primeiro dia. Vinha da Espanha com a namorada e sua família. Uma ilusão o dia da estreia! E o dia da sua partida, claro. Nada em particular para dizer, apenas que era um touro. Uma personalidade avassaladora, como no campo. Tinha 18, 19, parecia que tinha 26, 27.

ESPN.com.br: Há algum tempo que Luis está mais tranquilo e não tem mais polêmicas como a do Mundial de 2014 (quando deu uma mordida em Chiellini e acabou suspensão do futebol por quatro meses). Você o vê mais maduro?Crê que ele mudou muito nos últimos anos?
ML: Faz parte da maturidade. Tem família, que o cerca e tem muito valor certamente.  Tem filhos que os adora. Certamente, aprendeu com seus erros. Isso é ser inteligente também.

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