Alguns poderiam dizer que o time do Botafogo é comparável à Liga da Justiça: um grupo de heróis que, juntos, se tornam mais fortes. O problema com essa analogia é que, individualmente, o elenco do Alvinegro não é composto por super-heróis do nível de Batman, Super-Homem ou Lanterna Verde, mas por jogadores comuns, a maioria limitada e que anteriormente passou por equipes médias sem maior destaque. Mas quando unidos, sob o comando de Jair Ventura, formaram uma equipe caracterizada pela garra e pela superação. Na temporada, até aqui, cada fase do time teve um herói.

Depois da atuação de gala contra anteontem contra o Atlético-MG, o da vez passou a ser o centroavante Roger, autor do segundo gol. Desde que foi divulgada a história da menina Giulia, filha do atacante, cega, que pôde pela primeira vez sentir um gol do pai, o Brasil se comoveu com a história do jogador. Ele, por sua vez, correspondeu em campo: após um início ruim no clube, em que chegou a ser barrado por Sassá e voltou ao time titular quando este foi afastado, passou a ser fundamental para a equipe. Quarta-feira, foi o melhor em campo e fez seu principal jogo pelo Botafogo.

— A coisa já esteve muito ruim para mim aqui, já estive muito triste no Botafogo, mas hoje eu vivo meu melhor momento. Estou bem e vendo a equipe se desenvolver — disse Roger.

Fonte: Extra Online