O Botafogo ainda não desistiu de brigar fora de campo pela transferência de Willian Arão para o Flamengo, no fim de 2015. Segundo o alvinegro, houve quebra de contrato por parte do volante. De acordo com a diretoria do Glorioso, o vínculo previa renovação automática em caso de depósito de R$ 400 mil para o atleta, cláusula que a Justiça tornou sem efeito, por entender que o contrato fere a nova resolução da Fifa que proíbe investidores de ter direitos econômicos de atletas.

No segundo semestre, de acordo com apuração Rádio Globo, o departamento jurídico da equipe carioca espera a análise do assunto no Tribunal Superior do Trabalho, após o Tribunal Regional do Trabalho negar envio de recurso para Brasília no final de outubro do ano passado. Essa será, provavelmente, a última cartada alvinegra no caso.

No entendimento da juíza da 27ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, Willian Arão foi considerado seu próprio “investidor”, e dono de parte do montante econômico na renovação com o Botafogo. O alvinegro discorda da interpretação judicial e, por esse motivo, ainda leva o caso adiante.

Atualmente, Willian Arão não faz parte do time titular do Flamengo, comandado por Maurício Barbieri. O jogador é, inclusive, alvo de vários protestos por parte dos flamenguistas nas redes sociais. Ainda que o Botafogo consiga uma vitória na Justiça, é improvável que o atleta volte a vestir a camisa do clube de General Severiano, tendo em vista a maneira que deixou a entidade. Além disso, desde que veste as cores rubro-negras, Arão é vaiado todas as vezes que pega na bola.

Willian Arão foi um dos destaques da campanha do título do Campeonato Brasileiro da Série B em 2015, pelo Botafogo. As boas atuações chamaram a atenção de Muricy Ramalho, então técnico do Flamengo, que, na época, classificava o jogador como um “volante moderno”.

Fonte: Torcedores.com e Rádio Globo