​Neste domingo (3), ​Santos e ​Botafogo se enfrentam na Vila Belmiro, partida válida pela rodada 30 do Brasileirão 2019. Atual terceiro colocado, o time da casa é forte candidato à Libertadores 2020, mas deve se despedir da atual temporada sem ter conquistado títulos. Os visitantes, por sua vez, vivem realidade ainda pior: além da seca de taças, a luta contra o rebaixamento tem sido uma constante para o clube de General Severiano.

​​O momento de ‘vacas magras’ para os dois alvinegros contrasta totalmente com a época em que essa rivalidade nasceu. Sim, Santos e Botafogo são rivais tradicionais, apesar do pouco glamour e/ou mobilização que este confronto gera atualmente. Para entendermos a origem desta rivalidade, no entanto, precisamos ‘rebobinar’ a história do nosso esporte favorito em algumas décadas.

Nos anos 50 e 60, o Glorioso e o Peixe tinham, indiscutivelmente, as melhores equipes do país. De um lado, Quarentinha, Didi, Amarildo, Zagallo e o genial Mané. Do outro, Dorval, Pepe, Mengálvio, Coutinho e o Rei Pelé. Com verdadeiros esquadrões, os Alvinegros protagonizam duelos históricos, dentre eles a final da Taça Brasil em 1962 e a semifinal da ​Libertadores de 1963, ambas vencidas pelo clube da Vila Belmiro. A base das seleções brasileiras campeãs do mundo em 1958 e 62 eram de botafoguenses e santistas, ou seja, a história do penta se entrelaça, sim, com a história destes dois grandes.

Os anos foram se passando e os grandes craques foram surgindo de outras fontes, ou seja, o protagonismo nacional foi sendo dividido por diversos clubes. Até hoje, o ‘último grande ato’ desta rivalidade histórica foi o Brasileirão de 1995, conquistado pelo Botafogo sobre o Santos, em decisão marcada por controvérsias e muita reclamação do clube praiano.

O Peixe ainda prosperou em âmbito nacional/continental desde a virada do século, algo que o Glorioso não experimentou ainda. Mas o futebol não nasceu nos anos 2000 e, por isso, esses dois clubes sempre ostentarão o status de gigantes, independente da fase.

Fonte: 90min