Dos quatro treinadores que comandaram o Botafogo em 2018, Zé Ricardo foi o único que não ouviu a pergunta “Gatito ou Jefferson?” em sua entrevista coletiva de apresentação. Desde que chegou ao clube, no início de agosto, o técnico ainda não teve nenhum deles à disposição — ambos estão lesionados. E a posição em que o time tirava onda — por ter não um, mas dois goleiros de seleção — acabou tornando-se uma incógnita. Sem eles, Zé Ricardo vem usando o jovem Saulo, de 23 anos.

Na verdade, desde a chegada de Gatito, no início da temporada passada, foram poucas as vezes em que o treinador do Botafogo teve que encarar este dilema. Em apenas 35 das 115 partidas disputadas neste período, menos de um terço, o comandante alvinegro teve os dois goleiros em condições de jogo ao mesmo tempo. E, quase sempre, o paraguaio levou a melhor sobre Jefferson: foi titular por 33 vezes. Já nas outras ocasiões, quando um deles estava disponível, o outro, não.

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Dos dois, Gatito era o goleiro com previsão de retorno mais imediata. A expectativa era que o paraguaio estivesse à disposição para o jogo contra o Palmeiras, pela abertura do segundo turno do Brasileiro. Mas um novo contratempo adiou os planos: ele reclamou de uma dor forte na mão direita após uma queda no treino da última segunda. Com isso, segue fora. Dos males, o menor: a ressonância magnética realizada pelo Botafogo não detectou lesão.

Apesar do imprevisto, o paraguaio deve voltar antes de Jefferson, que retornou ao departamento médico após levar a pior num choque com Lucas Paquetá, do Flamengo: sofreu um trauma no tórax e precisou ficar internado por uma semana. O goleiro já retirou o colete de proteção que usou por 15 dias e deve voltar às atividades na semana que vem.

Concorrência só vai até o fim da temporada

Mesmo que passe pelo mesmo dilema de seus antecessores, Zé Ricardo sabe que esta dúvida já tem data para acabar. Isso porque os dois goleiros só atuarão juntos até o fim do ano. Jefferson já anunciou que vai se aposentar quando esta temporada acabar. O consolo é que o paraguaio ainda tem vínculo longo: vai até 2021.

Dos dois, é justamente Gatito quem tem a melhor média desde que a concorrência teve início no Botafogo. Nos 70 jogos disputados entre 2017 e 2018, o paraguaio tem marca de 1,04 gol sofrido por partida. Já Jefferson, neste mesmo período, ostenta número um pouco pior: 1,14 por compromisso.

Fonte: Extra Online