Desde que assumiu o Botafogo, o técnico Eduardo Barroca encontrou em sua defesa uma arma valiosa. Joel Carli e Gabriel viraram o coração da proposta de jogo da equipe — a construção de jogadas baseadas em posse de bola e trocas de passes a partir da defesa. Nas últimas partidas da equipe, porém, alinhar a dupla de zaga titular têm sido uma dor de cabeça para o comandante. Na partida deste domingo, em que recebe o Athletico no Nilton Santos, o treinador não terá Gabriel, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

Os problemas se revezam: no jogo de ida das oitavas de final da Sul-Americana, contra o Atlético-MG, em 24 de julho, o Botafogo já não pôde contar com Gabriel, emprestado pelos mineiro — sua escalação poderia acarretar em multa. A situação piorou ao fim da partida, quando Carli foi expulso. Sem os dois titulares no jogo de volta, Barroca escalou Cícero, improvisado, ao lado de Marcelo Benevenuto, reserva imediato.

A dupla original chegou a voltar a entrar em campo contra o Flamengo pelo Brasileiro, entre essas duas partidas, mas Carli sentiu a coxa direita e foi desfalque de última hora contra o Avaí, no domingo. Contra os paranaenses, é Gabriel quem não joga.

Para se ter uma ideia da importância da dupla para o sistema de jogo alvinegro, basta olhar os números: segundo o site “Footstats”, Gabriel (2º) e Joel Carli (4º) estão entre os cinco jogadores com mais tempo de posse de bola no Brasileiro. Gabriel registra números ainda mais impressionantes, garantido-se como o atleta que mais acerta passes no torneio: são 754 em 778 tentados (96.9% de acerto). Barroca, porém, fez questão de incentivar Marcelo, seu substituto:

— Não tenho por hábito lamentar ausência. Tenho total confiança nos jogadores que vou colocar para jogar.

Fonte: UOL