Sem espaço em Palmeiras e Galo, Erik precisou de apenas 20 dias para assumir papel de destaque no Botafogo. Após alguns treinamentos, foi colocado pelo técnico Zé Ricardo no time titular e não decepcionou: foi um dos destaques individuais da equipe e ganhou o apoio da torcida.

O bom desempenho é até surpreendente, de certo modo. Isso porque o grande momento de Erik no futebol ocorreu ao surgir como camisa 9 no Goiás. Após ser contratado pelo Palmeiras passou a atuar mais recuado e aberto nas extremidades do campo. Fora de posição, caiu de rendimento e foi emprestado.

No Atlético-MG, Erik sofreu com o mesmo problema do Palmeiras. Não teve chances como camisa 9 e acabou perdendo espaço no elenco. Não pensou duas vezes ao ser chamado pelo Botafogo, mesmo com poucos meses pela frente.

A surpresa é porque no Botafogo ele foi bem nos dois jogos em que foi titular mesmo jogando ao lado de Brenner. Mesmo assim, mostrou qualidade com a bola nos pés e virou peça importante no sistema ofensivo do Alvinegro.

“Lembrança boa é sempre muito legal. Meu início no Goiás ficou para trás. Quero fazer meu melhor como foi no Palmeiras e no Atlético-MG. O que está na minha cabeça é isso”, disse Erik.

Com poucos gols após a Copa do Mundo, Erik apresentou uma característica importante para o time. A velocidade tem sido importante para puxar contra-ataques em momentos delicados. O Botafogo sofria com isso e acabava sendo ainda mais pressionado pelos adversários.

Por outro lado, o atacante já demonstrou ter dificuldades para fechar a linha de quatro e acompanhar o lateral adversário até o fim. Isso sobrecarrega o lateral direito do time, Marcinho, que muitas vezes tem dois atletas para marcar ao mesmo tempo.

Contra o Grêmio, inclusive, Erik passou por um momento curioso. Segundos após levar uma dura por não acompanhar Cortez, ele fez grande jogada individual e quase serviu Brenner no que seria o primeiro gol do Botafogo. Situações que precisam ser arrumadas pelo comandante do Alvinegro.

Fonte: UOL