Após retornar depois de um ano e dois meses parado e brilhar no jogo contra o Atlético-MG no último domingo, o goleiro Jefferson voltou a ser especulado para a Seleção Brasileira. Apesar de ainda não ter status de titular nem no Botafogo – ele entrou no time porque Gatito Fernández se machucou -, o ídolo alvinegro já é monitorado por Taffarel, preparador de goleiros da Amarelinha.

Em entrevista à Rádio Globo nesta terça-feira, o ex-goleiro da Seleção e tetracampeão em 1994 fez seguidos elogios a Jefferson. Ele acredita que o goleiro do Botafogo precisa mostrar uma sequência de boas atuações para voltar a entrar no radar do técnico Tite.

– Fui um dos primeiros a mandar uma mensagem para ele, fiquei muito contente com a volta dele e com a atuação, jogando bem, solto. É quase que impossível voltar dessa forma depois de tanto tempo, para você ver a força que tem esse jogador. Esse tipo de caráter é o que a gente precisa ter na Seleção, personalidade. O Jefferson para entrar no nosso radar vai ter que fazer uma sequência boa de jogos, para poder observar. Já esteve na Seleção, fez um grande trabalho, a porta está sempre aberta para ele. Estaremos sempre observando. Tem de ter uma continuidade, sequência de bons jogos, sabemos analisar isso. Não é defendendo um pênalti que vai ser convocado. Tem que ter uma sequência de jogos, mostrar confiança, tranquilidade, personalidade, ele já vestiu a camisa da Seleção, não sente mais o peso. Tendo a sequência, pode ser chamado sim – disse Taffarel.

O treinador de goleiros foi perguntado pelo apresentador Marcelo Barreto sobre a barração de Jefferson em 2015. Na primeira rodada das Eliminatórias para a Copa da Rússia, em outubro daquele ano, o goleiro do Botafogo perdeu a posição para Alisson após a derrota para o Chile por 1 a 0. Na época, Jefferson deu entrevista reclamando do técnico Dunga, afirmando que ele poderia ter dado mais crédito devido às atuações com a camisa da Seleção. Taffarel já era o preparador de goleiros do Brasil naquela situação.

– Acho que foi uma infelicidade, uma entrevista desnecessária, talvez, até pela experiência do Jefferson. Não me lembro muito bem do teor, acho que ele falou que tinha faltado respeito com ele, pela trajetória, alguma coisa assim… Talvez tenha sido um momento errado para dar aquela entrevista, o Dunga não gosta muito desse tipo de manifestação, pode ter sido o motivo do impasse. Mas isso é coisa do passado, tem que olhar as coisas para frente. O Jefferson é um guri muito equilibrado, que trabalha muito, jogou bastante, tem toda a nossa confiança, principalmente a minha – finalizou Taffarel.

Fonte: Redação FogãoNET e Rádio Globo