A amizade de longa data ganhou um motivo a mais para ser celebrada. A volta de Ricardo Gomes ao futebol quase quatro anos depois do AVC sofrido em um Flamengo e Vasco deixou Cristóvão Borges eufórico. O atual comandante rubro-negro vibrou mais com a notícia do que o companheiro e tratou o fato como um dos grandes momentos esportivos de 2015.

Ricardo foi convencido por amigos, familiares e médicos a retomar o trabalho na área técnica e assumir o comando do Botafogo. O profissional, que exerceu o cargo de diretor de futebol do Vasco em 2013, driblou os medos e topou o recomeço. Tudo pelo desejo de levar o Alvinegro à elite do futebol brasileiro e pelo sonho de contribuir para a reformulação do esporte.

“A volta deixa os amigos mais felizes até do que o próprio [risos]. Nada melhor do que o retorno do Ricardo no momento em que tanto se fala da reestruturação do futebol brasileiro. Ele tem uma inteligência acima da média e uma visão diferenciada do esporte. Todos ganham com isso. É um presente ao futebol. Vamos acompanhar a volta de um profissional competente depois de tudo o que viveu”, afirmou Cristóvão.

Borges deu apoio irrestrito ao amigo quando perguntado em um bate-papo sobre o retorno. Apesar da distância profissional pelos compromissos com o Flamengo, o técnico não precisou gastar qualquer discurso para encorajá-lo.

“Não nos falávamos há alguns dias até pela correria. Mas peguei o celular e telefonei para ele no momento em que as notícias de que assumiria o Botafogo ganharam corpo. Somos muito amigos. Obviamente, dei todo o apoio. Não precisava nem pensar muito, pois o Ricardo já estava mais do que pronto para voltar”, comentou.

Os amigos sempre se reuniram para apreciar a boa gastronomia e degustar vinhos. Agora, estão em lados opostos e se transformaram nos novos “rivais” do futebol brasileiro. Será estranho vê-los em bancos diferentes durante um clássico entre Flamengo e Botafogo. Mas o fato não ocorrerá nesta temporada – o Alvinegro disputa a Série B do Campeonato Brasileiro e foi eliminado da Copa do Brasil – e tampouco chama a atenção de Cristóvão.

“Ainda não pensamos na história da rivalidade. É curioso, mas não será possível nos encontrarmos em lados opostos este ano e a próxima temporada está longe. Tem muita coisa para acontecer. A amizade será eterna, assim como tudo o que passamos. Isso é apenas um detalhe na trajetória e temos coisas mais importantes para valorizar”, encerrou.

Fonte: BOL