Thiago Carleto lamenta punição de Jobson: ‘Eu e Bill temos tentando ajudar’

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Sobre o caso de Jobson, que foi punido pela FIFA, não podendo atuar durante quatro anos, por ter se recusado a fazer exame antidoping na Arábia Saudita, o técnico René Simões afirma que isso pode ser considerado como pena de morte e que confia que o jogador não teve recaída no mundo árabe, devido a proibição do uso de drogas por lá.

“Eu perguntei o que houve por lá, ele me explicou, e eu conheço muito bem o mundo Árabe. Eles estavam devendo para o Jobson e de repente quiseram fazer exame antidoping nele, e ele ficou muito preocupado. Não existem drogas lá, isso não é um risco. Ele estava com um intérprete espanhol, que falava embolado, de acordo com o Jobson. Ele ficou com medo de colocarem algo no exame, óbvio ele não teria como justificar, e por isso não fez o exame.”

Fora a presença na concentração na decisão do Campeonato Estadual, o contato de Jobson com o restante do elenco foi reduzido. Bill e Thiago Carleto são jogadores que mantém contato mais próximo com o jogador. Em entrevista exclusiva à Super Rádio Tupi, Carleto falou sobre o time pela primeira vez sobre a situação de Jobson, que considera injusta e pede nova chance ao jogador, que errou no passado, mas vem apresentando mudança positiva em seu comportamento no presente.

“Depois que tudo aconteceu, encontrei Jobson umas cinco vezes. Eu e Bill temos tentando ajudar de uma forma verbal, conversando. É difícil, penso não só no Jobson como jogador, mas como ser humano. Todo mundo está sujeito ao erro, mas depois cumpre o erro e por uma injustiça não consegue fazer o que mais gosta é complicado. Ele está com a cabeça boa, está treinando na cidade dele. É a primeira vez que estou falando disso, como o professor René disse isso é uma pena de morte, punir a pessoa  daquilo que é a única coisa que a pessoa sabe fazer. Pode punir, mas quatro anos é totalmente injusto.”

O contrato de Jobson termina em junho. O representante Rodolfo Cezar não respondeu a procura da reportagem da Super Rádio Tupi. O vice de futebol, Antonio Carlos Mantuano usou a prudência e garante que tudo será resolvido no seu devido tempo.

“Isso foi falado lá atrás. Agora vamos dar uma segurada, mas tudo dentro da normalidade.”

Pela última vez que Jobson falou com a imprensa, no dia 19 de março, o jogador garantiu que não pediu aumento significante do salário para ficar, e em conversa com o gerente de futebol, Antonio Lopes, afirmou que assinaria um papel em branco para renovar com o Botafogo.

“Eu devo tudo ao Botafogo, assino contrato até em branco, eu gosto do clube, do torcedor, aqui que me deram várias oportunidades. Agora que estou conseguindo dar a volta por cima, quero ajudar o clube a voltar para a Série A.”

O atacante também falou sobre o relacionamento totalmente diferente com o técnico René Simões, com quem teve problemas nos tempos de Bahia, devido ao mau comportamento.

“Está tudo certo, o professor pegou um pouco mais pesado comigo na pré-temporada, para ver se voltava a jogar bem. Eu me dediquei ao máximo, esperei uma oportunidade, para eu mostrar o que sei fazer de melhor.”

Por fim, Jobson lembra que nunca pensou em sair, que seu objetivo é ficar. Apesar de ter ficado marcado em 2009 com gols decisivos contra o Palmeiras e principalmente São Paulo, que livrou o Botafogo do rebaixamento daquele ano, o jogador reconhece uma dívida pela pênalti perdido ano passado na derrota para o Figueirense, em São Januário.

“Meu foco é o Botafogo. Depois da tragédia ano passado, eu quero sair daqui com o pé direito. Eu tenho uma dívida com o Botafogo, quero ajudar o clube a voltar para a elite do futebol brasileiro.”

O atacante agora busca se levantar e voltar com alegria e irreverência aos campos de futebol, tendo que se manter no limite da trilha ou do trilho, seja no Botafogo ou em outro clube.



Fonte: Site da Rádio Tupi
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