A gratidão uniu torcedores de Botafogo e Nacional do Uruguai em prol de um único objetivo: retribuir a entrega do ex-goleiro Manga aos clubes que defendeu. Aos 82 anos, o ídolo enfrenta uma insuficiência renal e dificuldades financeiras para continuar os tratamentos. No início deste mês, segundo o Globoesporte.com, ele foi mandado para casa por falta de espaço no hospital. Diante do quadro, os torcedores dos dois clubes criaram vaquinhas online para ajudá-lo.

Manga e sua esposa, Cecília, estão hospedados na casa de um torcedor do Nacional, em Montevidéu. Lá, um grupo intitulado #CampeónDeTodaLaHistoria acolheu o ídolo e se organizou para auxiliá-lo. Por aqui, em 48 horas, a vaquinha criada pela botafoguense Gabriella Doné já arrecadou quase R$ 1.500, 30% da meta (R$ 5 mil). No Twitter, um torcedor uruguaio emocionou-se com o gesto e compartilhou um vídeo de Manga no Gran Parque Central, estádio do Nacional.

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Manga defendeu as cores do Nacional de 1969 a 1974. Conquistou quatro campeonatos nacionais, a Libertadores da América e o Mundial de 1971. Com a camisa alvinegra, foi tetracampeão carioca (1961, 1962, 1967 e 1968) e tricampeão do Torneio Rio-São Paulo (1962, 1964 e 1966). Foi um dos personagens de dois times históricos do Botafogo na década de 1960: primeiro, ao lado de Garrincha, Didi, Zagallo, Amarildo e Nilton Santos. Depois, com Paulo Cézar Caju, Gerson, Afonsinho e Jairzinho.

O ex-goleiro defendeu a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1966 e destacou-se também no Internacional e no Barcelona de Guayaquil. No Colorado, foi bicampeão brasileiro, jogando a final de 1975 contra o Cruzeiro com os dedos quebrados. Ele tem nas mãos as marcas da dedicação ao ofício: alguns de seus dedos entortaram em definitivo.

Era no Equador que Manga vivia com sua família até o início deste mês, quando foi acolhido pelos Bolsos, como são chamados os torcedores do Nacional. Após o ídolo receber alta, eles o levaram de volta ao estádio, onde foi ovacionado no último domingo.

Em seu Twitter, o clube anunciou que o ídolo “escolheu o Uruguai por seu amor ao Nacional e pela solidariedade de torcedores que abriram a própria casa para recebê-lo”.

O Nacional acrescentou, ainda, que trabalha para conseguir uma pensão vitalícia para Manga “por sua enorme contribuição à história tricolor e do futebol uruguaio”, além de “outras ações concretas para ajudar um ídolo que joga a partida mais difícil de sua vida”. O governo uruguaio prevê o benefício a “pessoas que prestaram serviços distinguidos e meritórios ao país”.

Fonte: Extra Online