Apesar da vitória por 4 a 2 e da classificação para a segunda fase da Copa do Brasil, o Botafogo não teve boa atuação e chegou a tomar sustos do xará da Paraíba nesta quarta-feira. Depois da partida, o técnico René Simões admitiu que o time esteve desatento na segunda etapa, precisou fazer cobranças e temeu por um resultado ruim do Engenhão.

O treinador alvinegro também falou sobre o desgaste físico dos jogadores e avisou que antecipou a concentração da equipe, que no sábado faz o segundo jogo da semifinal do Campeonato Carioca contra o Fluminense.

“O time estava desatento no passe e na marcação. Tenho que cobrar, a minha função é apertar o jogador o tempo todo. Apertei muito intervalo, mas também tem que parar para analisar números. São oito jogos em 25 dias, incluindo uma viagem à Paraíba. No meio de uma semifinal de Carioca tem a uma decisão na Copa do Brasil. Por isso nós vamos nos concentrar amanhã (quinta-feira) mesmo. Quero o time às 22h no hotel para descansar”, afimou René, que acrescentou.

“Controlamos de 15 a 20 minutos do jogo inteiro. Quando é assim, o jogo fica fora da sua mão, e você pode ganhar ou perder a qualquer momento. Eu estava sentindo a hora que ia acontecer uma desgraça, mas ganhamos, e isso é o que segura o treinador”.

René Simões também comentou sobre os gritos de burro que ouviu da torcida botafoguense, no momento que fez uma substituição, tirando Elvis e colocando Fernandes.

“Uma vez, o técnico português Carlos Queirós disse que treinador que não é despedido e que não é chamado de burro não é treinador. Depois do jogo, quando me falaram isso, eu disse: ‘Então era burro que estavam falando?’ Sinceramente, na hora eu estava tão concentrado e com tanta adrenalina que não entendi o que estavam falando. Mas não faz diferença. Faço o que tenho que fazer e vamos em frente”, disse o treinador.

Fonte: ESPN.com.br