Já estava nítido que, contra o Atlético-MG, o time do Botafogo não seria o mesmo que obteve a invencibilidade de seis jogos. Então, qualquer análise da partida final tem que partir da premissa da óbvia falta de entrosamento da equipe que Zé Ricardo colocou em campo. E isso se confirmou com o domínio do Galo na primeira etapa.

Mas a evolução deste mesmo time, no segundo tempo, contra um adversário mais forte, necessitado da vitória, e com estádio lotado são louváveis. O problema é quem só teve atuação positiva quem já está consolidado entre os mais utilizados. Quem buscava chance e precisava mostrar serviço ao treinador não mostrou.

Vale tanto para os garotos, como o nervoso Yuri (quem treina bem como ponta direita), quanto para Kieza. O centroavante que foi contratado para ser a solução do ataque desperdiçou a chance mais clara do time do jogo, no último minuto. Uma das chances mais claras desperdiçadas pelo Glorioso na temporada. Sintomático.

Isso só deixa claro que a necessidade de reforços para o setor ofensivo é mesmo grande, como o próprio Zé Ricardo revelou na entrevista exclusiva que concedeu ao Lance! na última semana. O problema foi amenizado por Erik, contratado no meio do ano, mas que não deve ficar para 2019.

O treinador entende que um armador consiga aumentar a média aproximada de um gol a cada quatro jogos tanto de Kieza quanto de Brenner. O raciocínio faz sentido. Mas os suplentes que já estão no Glorioso precisarão mostrar mais serviço para jogarem mais minutos no ano que vem.

Fonte: Terra