Quando entrar em campo para comandar o Botafogo no próximo domingo, diante do Athletico-PR, na Arena da Baixada, Alberto Valentim completará um mês desde sua reestreia pelo Alvinegro, que aconteceu no clássico contra o Vasco, no último dia 16 de outubro. E nesses 30 dias, muita coisa mudou.

A começar pelo estilo de jogo. O Botafogo de Valentim é quase uma antítese ao de Eduardo Barroca, que treinou o Glorioso até a 23ª rodada do Brasileirão. O “Barroquismo” em General Severiano pautava o jogo em posse de bola, especialmente para se defender. Antes da troca de comando, o Alvinegro evitava ao máximo devolver a bola para o adversário. Ofensivamente, porém, o estilo era muito criticado pela falta de intensidade.

O retorno de Alberto Valentim tornou o Botafogo um pouco mais “rock’n roll”. O Alvinegro passou a atuar de forma reativa, marcando baixo, e buscando explorar a velocidade dos pontas para contra-atacar.

A mudança de postura se reflete nos números. No pré-Valentim, que inclui o período liderado por Barroca e pelo interino Bruno Lazaroni, a equipe apresentou média de 52,2 % de posse de bola por jogo. Após a troca no comando técnico, este número caiu para 45,8%.

GOLS SOFRIDOS AUMENTAM

Outra oscilação sensível foi na quantidade de gols sofridos. Desde a chegada da atual comissão técnica, o Glorioso apresenta média de quase 1,86 gols sofridos. Antes, a estatística beirava o 1,04 gols contra a meta botafoguense.

Em relação aos gols marcados, a evolução é tímida. Agora, a marca é de um gol por jogo. Um pouco melhor que os 0,88 tentos por partida anterior ao retorno de Valentim.

No fim, entretanto, o que mais interessa ao torcedor alvinegro é a colocação na tabela. E neste caso, a notícia não é boa para o atual comandante. Alberto Valentim recebeu o Botafogo na 13ª colocação. Agora, a equipe de General Severiano está uma posição abaixo na tabela.

Fonte: Terra