Além de ganharem menos no contrato com a Globo, Palmeiras e Botafogo ainda perdem uma exposição importante quando deixam de aparecer na TV aberta. Sem serem transmitidos ao vivo, os dois perdem, entre outras coisas, poder de barganha com patrocinadores.

Só que os mesmos Palmeiras e Botafogo, no entanto, mostram que nem tudo está perdido. Márcio Padilha, vice de comunicação do clube carioca, tenta ver o lado positivo da situação.

“Por um lado isso valoriza o meu estádio, o programa de sócio-torcedor que nós acabamos de reformular para deixar mais acessível. É uma grande maldade o que a Globo faz com os clubes. Por outro lado, peço à torcida que vá ao estádio. Contamos com eles para mostrar o que o Botafogo pode fazer com ou sem a TV”, disse Padilha.

O cartola alvinegro ainda dá um exemplo interessante. Padilha argumenta que essa política da Globo não é nova e lembra que, mesmo nos tempos de Seedorf, o Botafogo nunca sobrou em termos de espaço na TV Aberta. Ainda assim, o clube teve bons resultados de marketing.

“O patrocínio não é pura e simplesmente exposição de mídia. Há uns anos nós colocamos um xarope de guaraná no ombro do uniforme. A torcida não gostou, dizia que tinha vergonha daquele guaraná, falava que era de quinta. Hoje a GuaráVitton é da moda. O Flamengo tem, o Fluminense tem, o Vasco e outros tentaram. Todo mundo quer ter”, conta Padilha.

Fonte: UOL