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Vice do Botafogo releva burocracia e diz que CT no Lonier será ‘salto de qualidade’

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Por FogãoNET

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Há tempos, a Zona Oeste é o destino natural de centros de treinamento dos grandes clubes do Rio, basicamente pelo fato de a região ter oferta de terrenos e abrigar as residências de boa parte dos jogadores de futebol. Em breve, as Vargens, que já contam com o CT do Flamengo, deverão receber outros dois equipamentos da mesma natureza. O Botafogo está em negociações avançadas para adquirir o Espaço Lonier, e o jogador Vágner Love recentemente comprou um terreno de Zico, onde está construindo um espaço para formação de jovens atletas.

Em 2013, na gestão Eduardo Paes, Botafogo, Vasco e Fluminense receberam a cessão de terrenos por parte da prefeitura para a construção de seus centros de treinamento. Enquanto o tricolor inaugurou seu CT no fim do ano passado, os outros dois clubes não aproveitaram o benefício, alegando falta de apoio financeiro da prefeitura, o que também era uma promessa. Pesou o fato de os terrenos estarem situados em área pantanosa. Sua adequação exigiria um vultoso investimento.

Passados alguns anos, o sonho do CT próprio do Botafogo voltou à tona, no mês passado, quando o Conselho Deliberativo do clube aprovou uma operação financeira por meio da qual receberá R$ 25 milhões para os investimentos. O dinheiro vem dos irmãos Moreira Salles, botafoguenses entusiasmados, que se propuseram a receber a quantia de volta em 50 anos. Em contrapartida, eles pediram que seja construída uma escola no local.

Com o dinheiro em caixa, o Botafogo analisou as opções e encontrou no Espaço Lonier, em Vargem Pequena, a opção ideal. O local já conta com um campo de grama natural, cinco campos soçaite, caixa de areia e ginásio. O valor da compra ficaria em torno de R$ 20 milhões, sobrando, assim, R$ 5 milhões para as adaptações. A compra só não foi oficializada porque a documentação da propriedade está sendo avaliada por um escritório de advocacia contratado pelos fiadores da operação, explica Luis Fernando Santos, vice-presidente executivo do Botafogo.

Recentemente, foi noticiado que haveria um imbróglio fundiário no local, já que os donos do Lonier não teriam a escritura de uma fatia do terreno, situação frequente nas Vargens. Mas Santos ameniza o problema e diz que o que está acontecendo é o trâmite normal, de verificação da documentação. Segundo ele, o CT será a concretização de um sonho.

— Será um CT integrado, unindo o profissional e todas as categorias de base. O Lonier permite isso, e vai facilitar o trabalho do departamento de futebol, que poderá observar os jogadores mais jovens de perto. É um salto de qualidade e também significa redução de custos, já que hoje o futebol treina parte em Niterói (a base) e parte no Estádio Nilton Santos (a equipe profissional).

Segundo Santos, as vantagens do Lonier são sua localização e o fato de já ter uma estrutura pronta:

— Isso reduz o tempo de construção. E a localização é muito boa, principalmente para o profissional, já que muitos jogadores moram na Zona Oeste. Para a categoria de base isso é relativo, já que há jovens de toda a cidade. Mas as melhorias de transporte recentes na região ajudam. Hoje há metrô até a Barra e os BRTs, o que facilita o acesso.

Outro CT que deverá ser inaugurado em breve em Vargem Pequena é o de Vágner Love. O espaço fica na Rua Paulo Roberto Matheus, num terreno que pertencia a Zico. No local, também já havia estrutura pronta, mas o atacante está fazendo investimentos. Os dois campos estão sendo refeitos e ganharão sistema de irrigação automático. Uma arquibancada para 800 pessoas, caixa de areia e piscina já foram construídas. A previsão é que a inauguração seja em 2018.

O objetivo, nesse caso, é formar jovens talentos e realizar intercâmbios com clubes estrangeiros, de países como a Rússia, onde o atacante teve uma trajetória de sucesso. Vágner Love conta ter se inspirado em sua própria carreira ao decidir criar o CT: aos 14 anos, quando precisou encontrar um local com estrutura para treinar, só conseguiu com a ajuda de seu então empresário, Evandro Ferreira, que o levou para um campo em Pedra de Guaratiba.

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