O Palmeiras pode ter o retorno do lateral Victor Luís, em 2018. O jogador tem apresentado bom desempenho pelo Botafogo, emprestado até dezembro, mas tem contrato com o Verdão até o fim de 2019. Em entrevista exclusiva ao blog, o jogador deixou o futuro aberto, esperando o entendimento entre os dois clubes. No Botafogo, Victor é titular. Confira a seguir.

Qual a razão para teres virado destaque do Botafogo, na lateral-esquerda?

Acho que o grande segredo de tudo foi o ambiente. Me deixou com a cabeça leve. A evolução veio também com a sequência que eu tive. Como jogador, atuando contra grandes times. Foi o amadurecimento do dia a dia, esse foi o grande segredo.

Como defines Jair Ventura? Ele é o grande técnico do futuro no Brasil?

Com certeza. É um cara que tem a mente muito nova, colocando o que ele conhece sobre futebol. Estudado, amigo dos jogadores, tem o grupo na mão. É o técnico do futuro do Brasil.

O que faltou para o Botafogo ganhar um grande título em 2017?

Acho que nós fizemos o que poderíamos como jogadores e com todo o staff. Nós estamos dando o melhor, não pensamos em priorizar só um campeonato, mas sempre procuramos dar o máximo em todos os campeonatos. Não largamos o Brasileiro e ainda temos oportunidade de brigar em cima. Focamos sempre em dar o melhor. Nós precisamos disso, mas estamos na briga e isso nos deixa feliz.

Qual tua ideia sobre 2018? Ficas no Botafogo ou voltas para o Palmeiras?

Essa pergunta sempre respondo da mesma maneira. Não sei o que pode acontecer porque o Botafogo tem a opção de compra. Então fica entre as duas partes. O jogador é o que menos tem o poder. Tem a relação entre os clubes e será decidido entre eles, para definir meu futuro. Deixei na mão deles porque tenho certeza que estarei num grande clube, independentemente do lugar.

Pode acontecer uma troca entre os dois clubes: você e Gatito?

Sinceramente, não sei. Desconheço. Até mim não chegou nada de uma possível troca. Está na mão dos dois clubes. Realmente não chegou nada a mim sobre isso.

Faltou paciência do Palmeiras para você ser titular do time?

Olha, acho que eu não era totalmente maduro ainda. Além de ser um mau momento de 2014, nós da base, João Pedro, Renato e Nathan, não escolhemos momento para subirmos. Na medida do possível, por ter acabado de subir e ter assumido a responsabilidade de ter jogado partidas importantes e manter o Palmeiras na Série A, nos colocou no cenário e trouxe amadurecimento, mas foi um pouco difícil estar jogando naquela situação. Em 2015, vi que não teria muitas oportunidades, preferi ser emprestado para ganhar experiência em outro clube. Fui para o Ceará e cresci como jogador e homem. Foi assim em 2016 e 2017. Me sinto bem melhor como jogador e pessoa e aprendi muito.

O que será decisivo para você definir teu futuro, por favor?

Acho que não tem porque ter pressa. São dois grandes clubes, não falo isso para fazer média. Realmente, deixei nas mãos dos clubes, mas quero ter a oportunidade de estar atuando e jogando. A realidade é essa, é o que eu realmente sinto, independentemente onde for. Tenho a tranquilidade de trabalhar num lugar excelente.

Fonte: Blog do Praetzel - UOL