Os presidentes Eurico Miranda e Carlos Eduardo Pereira acompanham o clássico de hoje, entre Vasco e Botafogo, às 19h, no Maracanã, com os olhos atentos no campo e o pensamento nas eleições que disputarão nos próximos meses. Apesar de tudo que envolve a política de um clube, é o que acontece quando a bola rola que mais mexe no resultado nas urnas. É justamente isso que os dois dirigentes estão vivendo na pele.

Em São Januário, o tradicional clima político acirrado está ainda pior por causa das oscilações do time na atual gestão. A queda no primeiro ano de mandato e o retorno sem brilho em seguida deixaram Eurico pressionado. O ano ruim pode terminar com saldo positivo, caso conquiste uma vaga na Libertadores.

Até a eleição do Conselho Deliberativo, marcada para o próximo dia 7, o Vasco terá disputado mais cinco jogos na Série A. Caso o time permaneça bem na briga para ir à competição continental, isso contará pontos a favor da reeleição do presidente.

No Botafogo, o bom desempenho do time pesa a favor — sob a atual administração, o clube começou na Série B e praticamente sem elenco, mas teve bom desempenho em campo nos últimos três anos. A chapa Mufarrej/CEP, por isso, prega a continuidade — incluindo manutenção do elenco e da comissão técnica. Uma classificação para a Libertadores, especialmente no G-4, daria força à atual administração.

Na oposição, liderada por Marcelo Guimarães, as principais propostas não tem relação direta com o futebol, mas sim com diretoria, sócios-torcedores e fontes de renda. O que afirmaram a respeito do futebol é um desejo de manter Jair Ventura e de ter mais atletas de qualidade, pois afirmam que o clube precisa de mais um grande título depois de 22 anos — para bancar isso, o plano é conseguir novas receitas.

Fonte: Extra Online