A torcida do Botafogo amou a Libertadores. Vivemos intensamente a competição mais importante do continente, passamos por cima de vários campeões e fomos mais longe do que muitos imaginavam. Cada jogo no Estádio Nilton Santos foi uma festa, e nossa bancada foi um dos pontos altos dessa Copa.

Infelizmente, fomos acordados de um sonho que já parecia real. Nas quartas de final, um épico título já era palpável em nossas mãos – mas o Grêmio, ao segurar um 0 a 0 no Rio de Janeiro, conseguiu derrotar nossos guerreiros em casa e avançar à semifinal, nos deixando de mãos abanando em pleno mês de setembro.

Daí, então, nos vimos em meio a um Brasileirão que já passava de sua metade. Apesar de termos deixado de lado desde o seu início, conseguimos ser competitivos – como em todos os torneios deste ano – e nos mantivemos no bolo de cima. Com o baque da eliminação, trocamos as peças de mosaico pela calculadora: é hora de planejar a Liberta do ano que vem.

A média de pontos para o quarto lugar, nos últimos 5 anos, é de 64 pontos. Nas duas últimas temporadas, o quarto colocado alcançou apenas 62 pontos; em 2014, a maior pontuação: 69 pontos. Em 2013, nós mesmos ocupamos a 4ª posição com 61 pontos. Já em 2012, outra pontuação razoavelmente alta, com 66.

Como podemos ver, não há um número exato, apenas uma média de 63,6 pontos. Mas alcançar pelo menos os 62 é a meta mínima para tentar entrar já na fase de grupos. Seria importante para não passarmos pela desgastante maratona que começa nas fases preliminares, já em fevereiro.

Atualmente em 6º lugar, com 40 pontos, precisaríamos de 7 vitórias e um empate em 12 jogos. Uma média alta, mas nada impossível. Com seis partidas no Estádio Nilton Santos e o clássico com o Vasco no Maracanã, alcançaríamos a meta sem depender dos duelos como visitantes caso vencêssemos todas. Daí a importância de fazer o dever de casa, ao contrário da vergonha que vimos contra São Paulo, Avaí e, mais recentemente, Vitória.

Satiro Sodré / SS Press / BFR

Satiro Sodré / SS Press / BFR
Torcida precisa voltar a fazer a diferença

Pensando em pré-Libertadores, apesar das dificuldades que bem conhecemos esse ano, a missão é bem mais tranquila. Com o título do Cruzeiro na Copa do Brasil, é bem provável que tenhamos um G7. Há a possibilidade até de G9, levando em consideração que temos brasileiros na Libertadores e na Sul Americana.

Novamente levando em conta as últimas 5 edições do Campeonato Brasileiro, a média para o 7º lugar é de 57,2 pontos. Ou seja, com mais 6 vitórias em 12 jogos estaríamos dentro da meta. Vencer metade dos jogos que restam é o único caminho para voltar ao delírio que é jogar essa competição que nos faz sonhar acordados. É um trabalho bem tranquilo, diga-se de passagem.

Como a nossa missão passa muito pelo fator casa, segue a lista das nossas 7 batalhas no Rio de Janeiro:

11/10 – Botafogo x Chapecoense
14/10 – Vasco x Botafogo (Maracanã)
23/10 – Botafogo x Corinthians
05/11 – Botafogo x Fluminense
12/11 – Botafogo x Atlético-PR
15/11 – Botafogo x Atlético-GO
03/12 – Botafogo x Cruzeiro

Então é isso, amigos. Vistam suas camisas do Botafogo e vamos ao Niltão fazer a diferença nesses 7 jogos que restam. Nossa presença é fundamental, pois somos o combustível desse time que nunca cansa de lutar. Chegou a hora de pôr em prática a música que embalou nossa arquibancada este ano: #VouTeApoiarAtéOFinal!

Fonte: Blog Preto no Branco - Pedro Chilingue - ESPN FC