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Willian Arão minimiza jejum do Botafogo e diz que time não pode ser cobrado ainda

Por: FogãoNET

Apesar do excesso de chances desperdiçadas no amistoso contra o Shandong Luneng (foram 20 chutes e nenhum gol), o volante Willian Arão não crê que a falta de bola na rede, algo que não ocorre há sete partidas, seja um problema para o Botafogo. Acertar as finalizações, segundo ele, é apenas um detalhe.

– Cheguei esse ano. Então eu tenho que me preocupar com o que acontece esse ano – defendeu-se o jogador, lembrando que as seis primeiras partidas sem gol foram na temporada passada, com outro elenco. O time teve um desempenho muito bom no amistoso. A gente teve muitas oportunidades e, por detalhe, a bola não entrou.

Detalhe, para ele, é a bola em cima da linha tirada pela zaga chinesa, que evitou o gol quase certo de Bill. O próprio Arão viu uma chance clara de gol seu parar nas mãos do goleiro rival.

– O time não está 100%. Foi o nosso terceiro jogo (contando com os jogos-treinos contra Gonçalense e Barra Mansa). Ainda estamos nos conhecendo. Em relação ao primeiro jogo a equipe teve uma crescente grande. São alguns detalhes que o professor René vai mexer, até mesmo a finalização, para o time entrar bem contra o Boavista sábado.

Apesar de minimizar as chances perdidas, o próprio Arão é um dos jogadores que mais buscam o gol. No jogo-treino contra o Barra Mansa, ele teve duas cabeçadas defendidas a queima-roupa. Sua inspiração na posição, inclusive, é conhecida por saber fazer gols.

– Tive uma escola que poucos jogadores no Brasil tiveram. Eu trabalhei com dois dos melhores volantes do Brasil na época. Eu me espelho no Ralf para roubar a bola e no Paulinho para atacar. E tem que fazer gol também, né? – contou, lembrando de seus tempos no Corinthians.

Arão e os demais jogadores se reapresentaram nesta segunda, em General Severiano. O treino, físico, não contou com a presença do técnico René Simões, que viajou para São Paulo para gravar um programa de televisão. Ele estará no Rio em tempo para o treino da parte da tarde, no Engenhão.

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