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Xerife argentino, Joel Carli tira de letra nova vida no Rio de Janeiro e no Botafogo

Por: FogãoNET

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A adaptação a uma nova cultura — dentro e fora de campo — pode ser um problema dos grandes para os estrangeiros contratados por clubes do Brasil. Mas não para o zagueiro argentino Joel Carli, cuja identificação com o país antecede sua chegada ao Botafogo, que enfrenta o Bangu neste domingo, pelo Estadual.

Atraído pela beleza das paisagens e pela receptividade dos brasileiros, ele curtiu algumas férias por aqui. E escolheu destinos bem diversificados: de Florianópolis e Camboriú (SC) a Maragogi (AL) e Recife (PE), passando por Angra, Búzios e Rio.

— Sempre gostei do Brasil. Sou muito agradecido por viver aqui e trabalhar com o que eu gosto — afirma o zagueiro, de 29 anos, que já entende perfeitamente o português, mas ainda recorre ao espanhol para se expressar.

Há três meses no país, ele ainda se deslumbra com cenários com que se depara. Numa viagem recente do Alvinegro a Juiz de Fora (MG), Carli abandonou os outros jogadores para se sentar na parte da frente do ônibus, com a comissão técnica, de onde pôde registrar em vídeo a natureza serrana.

O argentino aproveita o pouco tempo livre entre uma concentração e outra para conhecer lugares diferentes do Rio com a mulher e os dois filhos — uma menina de 8 anos e um menino de 3. As crianças, aliás, estão com o português afiado e ajudam o pai. E o programa favorito da família é o mesmo de boa parte dos cariocas: ir à praia.

À vontade na cidade, Carli já se vira sem o auxílio de aplicativos de trânsito para chegar à casa onde vive, na Barra. O próximo desafio é conseguir desfrutar das músicas brasileiras.

— As letras são difíceis de entender. Falam muito rápido — diverte-se o zagueiro de 1,91m, que, em vez de funk ou pagode, prefere curtir o rock das bandas La Beriso e No te va gustar.

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