A eliminação do Botafogo para o Bahia na Copa Sul-Americana, deixou um sentimento amargo para todos no clube. O time conseguiu fazer o mesmo placar do primeiro jogo (2 a 1) ainda no primeiro tempo, mas não obteve sucesso em aumentar o marcador. O técnico Zé Ricardo afirmou que a equipe tentou, mas não dava para se lançar ao ataque com tudo.

“A estratégia era iniciar forte, pressionar o Bahia. Os gols aconteceram, o placar foi formado no primeiro tempo. Fomos para o segundo tempo sabendo que precisava fazer um gol, mas ao se lançar para o ataque de qualquer maneira, poderíamos tomar um gol. Aí teria que fazer quatro. O jogo foi decidido em detalhes”.

O detalhe da eliminação veio na disputa de pênaltis, com Douglas, goleiro do Bahia, defendendo as cobranças de Marcinho e Moisés. Zé Ricardo saiu em defesa de seus jogadores, que vinham treinando bem as penalidades.

“Muita personalidade os dois, que estavam vivendo momentos difíceis com a torcida. Marcinho foi batedor contra o Vasco na final do Carioca. Eles sempre batem muito bem, calhou de perderem, mas faz parte do amadurecimento deles. Trabalhamos muito pênaltis. Da lista dos 8, só quem não estava ali era o Brenner, que é um dos batedores. Quando entrou no alternado tinha Moisés, Pimpão e Igor Rabello. Como foi falado, Pimpão poderia abrir, Moisés pediu para bater na frente”.

O que resta?

Como disse o técnico Zé Ricardo, o Botafogo agora só tem o Campeonato Brasileiro para disputar, com uma missão muito simples. Permanecer na Séria A. Para isso, o Glorioso já vai ter um confronto direto para fugir do Z4. Vai enfrentar o Vasco, na próxima terça-feira (09), no Nilton Santos. Para Zé Ricardo o clássico em si já é importante e difícil, porém reitera que todos serão até o final da competição.

“Todos os jogos são importantes, independente dos adversários que vamos pegar. Mostramos isso contra o São Paulo, que era o líder, tivemos chance de vencer, já tínhamos feito contra Cruzeiro também. Todos são difíceis”.

Fonte: Esporte 24 Horas