Campeão brasileiro e da Libertadores pelo Botafogo em 2024, Alexander Barboza foi apresentado à imprensa nesta quinta-feira (16/7) como novo reforço do Palmeiras. O zagueiro assinou contrato até o fim de 2028 e foi contratado por cerca de R$ 20 milhões.
Na entrevista coletiva de apresentação, Barboza falou sobre como se deu sua saída do Botafogo. Ele confirmou que o clube precisava do dinheiro da venda para pagar salários, em meio ao imbróglio na SAF com John Textor e a Eagle Football, e disse que precisava se sentir valorizado.
– Sei que foi uma negociação difícil, porque o Botafogo queria uma coisa, o Palmeiras teve que lutar e lutou pela contratação. O Botafogo também queria me vender, aí foi quando se destravou um pouco tudo. O Botafogo precisava de dinheiro para pagar os salários dos jogadores, o meu também, e a única maneira de pegar esse dinheiro era com uma venda. O único atleta com proposta era eu, o Botafogo tinha decidido que eu tinha que ir embora. Quando o Botafogo tomou essa decisão de me vender de qualquer jeito, sou um cara que gosta de se sentir valorizado, e por isso estou aqui, porque eu vi a vontade do Palmeiras de que eu esteja hoje aqui – disse Barboza.
O zagueiro também explicou como foi o processo de seguir jogando pelo Botafogo mesmo com a venda já concretizada, sem estourar o limite de jogos no Campeonato Brasileiro.
– Fui claro quando eu estava no Botafogo. Estava focado 100% no campo e não era mentira, era verdade, não sabia o que estava acontecendo fora. Falei para o meu empresário me falar só quando tivesse alguma definição. Falei para o treinador que queria seguir jogando. Quando fechou tudo, o Botafogo decidiu me afastar dos últimos jogos, já tinha conseguido o objetivo de classificar o clube na próxima fase da Copa Sul-Americana. Isso também foi acordado entre os clubes – contou.
Barboza foi apresentado com o número 2 e disse que não escolheu a camisa 20 por respeito à história que construiu no Botafogo com ela.