Bitello quase foi contratado pelo Botafogo para a temporada 2025, mas o Dínamo Moscou fez jogo duro e não aceitou negociá-lo. Em entrevista ao portal russo “RB Sport”, nesta quarta-feira, o meia-atacante afirmou que poderia ter chegado à Seleção Brasileira se tivesse ido para o Glorioso, mas diz não se arrepender de ter ficado na Rússia.
– Não é segredo que meu objetivo é ser convocado para a Seleção Brasileira. Estava considerando me transferir para o Botafogo justamente porque havia a possibilidade de ser convocado naquela época. Não sei se teria conseguido ir para a Copa do Mundo, mas poderia ter recebido uma convocação. No fim, não aconteceu, mas continuarei trabalhando para alcançar meu objetivo – disse Bitello.
– Só [me arrependo] no sentido de que tinha uma boa oportunidade de entrar para a Seleção Brasileira no tempo que passaria lá. Mas certamente não me arrependo de ter ficado no Dínamo. Estou feliz aqui e com certeza não posso guardar rancor do clube, eles tinham todo o direito de não me deixar sair – completou o ex-jogador do Grêmio.
Bitello defendeu que atuar no Brasil o aproximaria da Seleção, mesmo com Luiz Henrique e Douglas Santos, que atuam pelo Zenit, terem sido convocados para a Copa do Mundo.
– Sim, mantenho minha opinião. Na Rússia, jogamos apenas o campeonato nacional e a Copa. No Brasil, você pode jogar em cinco torneios, é mais fácil para os técnicos tomarem uma decisão sobre você. Luiz Henrique já foi convocado para a Seleção quando jogava pelo Botafogo, e continuaram a observá-lo. Douglas Santos é um excelente jogador, experiente. A Seleção tem problemas na lateral-esquerda, por isso Douglas foi convocado – disse Bitello, que não descarta se naturalizar para jogar pela seleção da Rússia:
– Ainda não descartei a possibilidade de obter a cidadania russa. Não vejo nenhum motivo para não fazê-lo. Não estou pensando nisso agora, mas no futuro, quem sabe? Eu não descartaria a possibilidade de tirar o passaporte e até mesmo jogar pela seleção russa. Tudo depende de se eu receber uma proposta do Brasil.