Botafogo chegou a acertar naming rights do Nilton Santos com a Caixa, mas interdição impediu, conta ex-dirigente; verba teria ido para rival

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Por FogãoNET

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Botafogo chegou a acertar naming rights do Nilton Santos com a Caixa, mas interdição impediu, conta ex-dirigente; verba teria ido para rival
Satiro Sodré/SSPress/Botafogo

A polêmica interdição do Estádio Nilton Santos em 2013, por uma história mal explicada pela Prefeitura do Rio de Janeiro (à época com o prefeito Eduardo Paes), gerou graves consequências financeiras para o Botafogo. Além disso, impediu a assinatura do contrato de Naming Rights com a Caixa Econômica Federal. Foi o que contou o ex-dirigente André Silva, em entrevista ao “Glorioso Connection”.

– Quando aconteceu o que aconteceu com o estádio, no dia, tem coisas estranhíssimas que acontecem com o Botafogo, o Mauricio (Assumpção, então presidente) me ligou e falou “fechamos, fechamos com a Caixa Econômica o naming rights do estádio, vai ser Arena CEF”. Não lembro o valor exato, mas eram R$ 20 milhões ou R$ 15 milhões por ano. Eu tinha visto o projeto, o (departamento de) marketing tinha feito, ficou do cacete, customizaram o estádio como se fosse uma agência, ia ter caixas eletrônicos para a população em volta, ia ter agência no estádio. Ficou lindo. No dia seguinte o Mauricio ia viajar para Brasília para assinar o contrato. Me ligou eufórico, eu fiquei numa felicidade danada. Quando foi 7h da noite ele me ligou: “estou saindo da Prefeitura, o prefeito interditou o estádio”. Sabe para onde foi essa verba? Para quem você acha? Para o time do mal – disse o ex-vice de futebol, referindo-se ao Flamengo.

A interdição foi em março de 2013, enquanto o rival assinou contrato de patrocínio com a Caixa em maio daquele ano. O Botafogo ficou sem o Nilton Santos por quase dois anos. À época, houve denúncias de que a fechamento teve fins políticos, para favorecer o contrato do Maracanã, que precisava assinar com pelo menos dois clubes. A justificativa para o estádio ser interditado foi um laudo de uma empresa alemã que apontava riscos de queda da cobertura, enquanto todos os outros garantiam a segurança.

Fonte: Redação FogãoNET e Glorioso Connection

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