O Botafogo teve boa notícia neste domingo, com um acordo de cessar-fogo com a Eagle / Ares sobre a administração da SAF, interrompendo a disputa societária e ganhando mais tranquilidade para negociar por um novo investidor. Há, no entanto, dúvidas no ar. Como o clube se sustentará financeiramente até fechar com um parceiro? Há um caminho sendo discutido, como explicou o jornalista Thiago Franklin, do “Canal do TF”.
– O Botafogo pode fazer alguns tipos de financiamentos nesse período, para os seus pagamentos futuros, para você pagar o que deve aos jogadores, até que você feche o contrato, os contratos de uma nova empresa, para ser a nova dona do clube. Esse é o pensamento, de você conseguir uma linha de crédito. Algo que você consiga pegar, para que o clube rode, nesse período em que nós estamos numa recuperação judicial – comentou o jornalista.
– Pelo menos por ora, nessas linhas de crédito, o que o Botafogo pensa para o futuro próximo, não são colocadas vendas de atletas como a grana para salvar o Botafogo. Mas é claro, se chegarem propostas interessantes, igual para o Danilo, com valor alto, é evidente que o Botafogo vai vendê-lo. Isso é lei do futebol. Chega uma proposta alta, você recebe, aí você vai definir se vai vender ou não. Mas, internamente, o Botafogo enxerga como que pode segurar financeiramente, nesse período sem jogos, nesse período de parada para a Copa do Mundo. Talvez uma linha de crédito possa ser a solução, para que você consiga fazer o clube funcionar – afirmou Thiago Franklin.
O presidente João Paulo Magalhães Lins, que liderou o acordo com a Eagle / Ares, retorna ao Brasil nesta segunda-feira. O Botafogo tem na mesa quatro propostas pela SAF: GDA Luma, John Textor, fundo do Texas e fundo de uma rede multiclubes.