O Botafogo esteve perto de contratar Rayan, na época atacante do Vasco, no fim de 2024. A proposta de 14 milhões de euros (R$ 86 milhões) mais o clube cruz-maltino quitar uma dívida de R$ 15 milhões com Thairo Arruda, ex-CEO da SAF, por pouco não foi suficiente.
Na época, especulou-se também a liberação gratuita de aluguéis do Estádio Nilton Santos para o Vasco. Contudo, o que brecou a negociação foi o desejo do próprio atacante, como contou o ex-diretor de gestão esportiva do Botafogo, Alessandro Brito, ao site “GE”.
— Foi quase, foi quase. O Thairo encabeçou mais a negociação, até pela relação que tinha com o Vasco e com o agente do atleta. Mas o jogador queria sair do Vasco diretamente para o exterior. Ele não tinha essa vontade de atuar por outro clube no Brasil, ainda mais sendo uma equipe aqui da cidade. Esse foi um ponto importante para nós. A gente não conseguia avançar porque o desejo do atleta era sair daqui direto para a Europa – explicou Brito.
– Surgiu uma ideia de levá-lo para o Lyon, mas, justamente naquela época, houve toda essa situação financeira e também societária. Então, não conseguimos avançar com o Rayan para o Lyon. Mas era um alvo aprovado tanto pelo Botafogo quanto pelo Lyon. A questão é que ele tinha esse desejo de sair do Vasco e ir diretamente para fora. Ele não tinha interesse em jogar por outra equipe aqui no Brasil – adicionou o ex-dirigente alvinegro.
Rayan, que hoje disputa a Copa do Mundo com a Seleção Brasileira, acabou vendido ao Bournemouth por 35 milhões de euros.