O Botafogo social pediu nesta quarta-feira (24/6) ao desembargador Luiz Eduardo Canabarro um esclarecimento sobre a decisão que mandou devolver os direitos políticos de John Textor na SAF e suspendeu efeitos de decisões do Tribunal Arbitral da FGV, informa o “GE”.
O associativo do Alvinegro alega que, mesmo após a suspensão dos atos, John Textor não poderia ser reconduzido ao cargo, já que a SAF está em processo de recuperação judicial, com Eduardo Iglesias apontado como gestor e interventor.
“Independentemente da correção, ou não, das decisões arbitrais, a discussão sobre a administração da SAF Botafogo já se encontra superada. Isso porque: (i) foram proferidas, nos autos da recuperação judicial, decisões posteriores às arbitrais, que determinaram a nomeação de um gestor judicial e a realização de uma nova AGE para ratificação da indicação (Doc. 02); e (ii) em cumprimento à determinação do MM. Juízo recuperacional, realizou-se AGE em 14.05.2026 (Doc. 03), na qual o Sr. Eduardo Iglesias foi indicado como novo administrador da SAF Botafogo”, diz trecho da petição do Botafogo.
Na petição enviada ao desembargador, o Botafogo colocou uma linha do tempo com todos os processos e sustenta que o retorno de John Textor “traria instabilidade administrativa” e “poderia afastar o novo investidor”, acrescenta a reportagem.
Além disso, o Botafogo social afirma que a “crise econômica sem precedentes” da SAF é fruto de decisões e atos de John Textor e cita a transferência de valores milionários “em atendimento a interesses personalíssimos” do empresário norte-americano, como a dívida referente a Thiago Almada que gerou transfer ban.